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Histórias do Amanhã, As Cidades Submersas - Conto 03 - Brian, O Garoto Androide - Ficção Científica - Cyberpunk

Histórias do Amanhã, As Cidades Submersas - Conto 03 - Brian, O Garoto Androide - Ficção Científica - Cyberpunk

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SINOPSE

A vida na Terra e também fora dela nunca foi tão desafiadora quanto agora. O futuro chegou e é preciso que os seres humanos comecem a decidir o que farão com o mundo daqui por diante. Histórias sobre o futuro, narradas de um modo simples e que convidam todos a uma reflexão sobre a existência fazem parte desta obra. Este planeta não é e nunca será o mesmo, assim também é com seus habitantes. Histórias do Amanhã, As Cidades Submersas é uma obra de ficção científica infantojuvenil que trata de temas como a convivência de seres humanos com androides, vida em outros planetas, guerras e catástrofes climáticas. Vivemos em um universo infinito e com possibilidades desconhecidas e até inimagináveis por nossa mente mortal e limitada. Entretanto a possibilidade de vida extraterrestre é algo muito evidenciado e estudado seriamente pela ciência e astronomia moderna, o que torna a ficção uma parte das possíveis realidade do universo.
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Conto 02
Brian, o Garoto Androide

Em 1970 um grupo de cientistas americanos iniciou um projeto secreto de construção de cinco robôs androides. E isso com o objetivo de formar uma família artificial com esses robôs que tinham a perfeita aparência humana, não somen¬te por fora, mas também por dentro, e assim inseri-los no convívio social. Possuíam todos os órgãos exercendo funções semelhantes aos originais. Cinquenta anos depois do início do projeto esses perfeitos androides estavam prontos, tinham artificialmente todos os sentimentos e demonstravam todas as emoções tais quais o fazem os seres humanos, junto com os quais viveriam. Eles viveriam em uma casa preparada es¬pecialmente pra eles habitarem tal qual uma família normal.
Estavam perfeitos, os cinco! Os dois androides com apa¬rências mais maduras que representariam os pais, havia ainda dois androides adolescentes, um rapaz e uma moça, e por fim o androide mais novo, o caçula dos três filhos.
Tudo neles era muito igual aos seres humanos, com ex¬ceção apenas dos ossos que eram de aço.
Eles podiam até comer e tomar banho normalmente. Nesse caso com uma pequena diferença de que a comida ao cair em seus estômagos era totalmente queimada e reduzida a vapor aspirado por eles com uma grande seringa através do umbigo. Afinal, pra conviverem entre os mortais esses robôs precisavam pelo menos fingir que comiam. Para eles também foram preparados empregos, carros, documentos, escola para as crianças e todas essas coisas que a vida humana exige. Essa família passou a se chamar família Van Huffel.
Mas androides não envelhecem, sendo assim os cientis¬tas pretendiam deixar essa família no máximo dois anos em uma mesma cidade. E permaneceriam assim, como máqui¬nas nômades até que seus donos dessem por concluída sua experiência. É difícil explicar, mas esses robôs tinham cons¬ciência de que eram apenas máquinas e não seres humanos, seu cérebro positrônico era simplesmente perfeito.
A família Van Huffel era monitorada 24 horas por dia. Havia câmeras espalhadas por toda a sua casa. Seus passos eram todos conhecidos pelos seus cientistas inventores. Em seus próprios corpos artificiais havia dispositivos radares para sua localização. E ao contrário do que possa parecer, esse não era mais um reality show sensacionalista, isso era sim um grupo de cientistas manipulando a vida humana através da tecnologia. Seus criadores estavam prontos para qualquer resgate imediato em caso de algum incidente. Afinal o ob¬jetivo deles era claro, inserir e observar esses androides na sociedade e analisar sua convivência com os seres humanos e o comportamento desses seres biológicos diante do que não parece ser mecânico.
Oito horas da noite a família Van Huffel estava ao redor da mesa esperando que dona Lucy servisse o jantar; Edward o pai, Junior o caçula, Brian o rapaz e Mara a moça. Cada um já tinha o seu destino decidido. As crianças foram matriculadas na escola da cidade, Lucy como é de praxe, fora programada pra ser uma excelente dona de casa, o grande patriarca da casa, senhor Edward, era um grande executivo de uma em¬presa com filial na cidade vizinha.
– Espero que todos gostem do cardápio de hoje! Eu fiz macarronada italiana! Tenho certeza que todos aqui vão lam¬ber os lábios! – Lucy disse enquanto colocava a bandeja de macarrão na mesa.
Todos olharam animados para a macarronada, até sen¬tiam o gosto, imitação perfeita do paladar!
Depois do jantar Lucy e Edward sempre beijavam e abraçavam os filhos com um sorriso e um desejo de boa noite!

Nesse caso a humanidade estava mais condicionada à atitude do que aos fatores biológicos.
Brian tinha uma grande vantagem na escola, devido ao seu incrível cérebro ele podia gravar todo o conteúdo dos li¬vros. Assim era o aluno nota dez da sala, e isso em todas as matérias! Mas um mortal comum não é perfeito, mesmo os mais gênios têm os seus pequenos erros, questão de déci¬mos. Assim, de vez em quando ele errava de propósito pra ninguém desconfiar, é óbvio. Mas também suas notas nunca eram abaixo de 9,5.
Ele era um rapaz muito enturmado com os colegas, sua genialidade não atrapalhava em nada seu relacionamento com todos ao seu redor. Em sua classe estudava Tayli, uma garota diferente das outras de sua idade. Ela vivia sempre sozinha aonde quer que fosse, era séria, afastada dos outros colegas. Na escola, quando não estava dentro da sala de aula, estava sentada no banco do pátio lendo um livro.
Apesar de já conviverem algum tempo, Brian mal per¬cebia a presença de Tayli. Não era pra menos, um rapaz com tanta influência e popularidade na escola realmente não no¬taria a ignorada presença de uma moça que fazia questão de ser ignorada. No entanto, tudo tem a sua hora de mudar. Em mais um dia daqueles em que os corredores estão bem mo-vimentados Tayli e Brian se esbarraram, fazendo com que os livros dela caíssem no chão.
– Oh! Desculpe, moça! Deixa que eu pego seus livros pra você! – Brian disse recolhendo os livros do chão em seguida.
Depois de ter seus livros de volta em mãos ela agradeceu com voz desanimada:
– Obrigada, Brian.
Ela seguiu seu caminho adiante e ele seguiu o dele. No dia seguinte na hora do recreio, depois de tanto tempo foi então que Brian percebeu que Tayli estivera sempre afastada, sozinha num canto. Por algo que talvez possamos chamar de
instinto, ao vê-la ali sentada naquele banco lendo um livro, sentiu vontade de estar ao lado dela, e sem pensar duas vezes se aproximou e então se sentou ao lado de Tayli.
– Sempre sozinha nesse canto, Tayli! Por que não se jun¬ta a seus colegas? Venha comigo, vou enturmá-la! – convidou-a sorrindo.
– O que é isso, Brian? Durante meses você sempre pas¬sou por mim aqui nesse mesmo canto e nunca me disse nem mesmo um oi. Que interesse repentino é esse na minha soli-dão? Sou tão diferente de todos, não temos nada em comum, já houve até quem me dissesse que eu não era gente! Eu sem¬pre fui assim e é assim que eu prefiro estar! Aproveito o tem¬po livre para aprender lendo os meus livros. Os outros acham que o que eu digo é loucura! – ela respondeu-lhe.
– E o que você diz?
– Aí é que está o mais estranho! Eu quase não digo nada! Sabe, agora acho você mais estranho do que eu – salientou.
– E por que acha isso?
– Ora, Brian, você é a primeira pessoa que fala comigo por livre e espontânea vontade, e também o único a ser gentil comigo até agora. Se eu tivesse esbarrado em outra pessoa com certeza seria xingada. Então me conte, qual é o seu se¬gredo para tirar nota dez em todas as provas? – questionou curiosa.
– Tayli, isso é muito simples, eu tenho um cérebro posi¬trô...... – Brian interrompeu a frase percebendo a gafe.
– Você tem o quê? Eu ouvi você dizer que tem um cére¬bro positro alguma coisa!
– Oh, não, Tayli! Eu quis dizer que meu cérebro é como se fosse eletrônico. Eu sou um gênio, esqueceu? – gabou-se.
– Ah, sei! Seu QI é maior que o de Einstein! – reconhe¬ceu irônica.
Esse foi apenas o início de uma sólida amizade que se iniciou entre esses dois jovens cheios de expectativas pro futuro. Tayli continuou sentada no banco do pátio sempre lendo seu livro, com a diferença de que agora ela tinha uma companhia, Brian! Dos outros colegas ela não conseguiu se aproximar, mas dele sim, talvez porque os outros não a com¬preendessem tanto quanto ele a compreendia.
Um dos milagres dessa amizade foi o fato de que an¬tes Tayli só saía de casa para ir à escola ou então ao museu e planetários. Dessa vez ela aceitou algo menos formal, ela saiu com Brian para o shopping center e depois foram até ao cinema. Obviamente ela continuava a preferir seus museus e passeios educativos, mas eles revezavam, afinal, quando se está com quem se gosta todo lugar é divertido.
Entretanto no meio dessa história toda algo muito preo¬cupante estava acontecendo. Há muito tempo um grupo de cientistas rival investigava o projeto secreto sobre a constru-ção dos androides, e armaram todas as estratégias para des¬cobrir onde essas cópias artificiais de seres humanos seriam colocadas, e isso com o objetivo de capturá-las e constatar como essas perfeições mecânicas funcionavam e, claro, fazer muitas outras delas. Por fim acharam a cidade que talvez essa família de máquinas estivesse vivendo, tiveram que observar por muito tempo os habitantes da cidade até localizá-los, po¬rém só teriam um problema: por serem tão parecidos com seres humanos como saberiam quem eram as máquinas e quem eram os pobres mortais? Concluíram que seria simples identificá-los, pois os robôs não tinham sentimento e com certeza deveriam ter um comportamento estranho e diferen¬te dos demais a sua volta. Assim no andar de suas investi¬gações, principalmente nas escolas, desconfiaram que Tayli seria um dos androides, por vários meses a investigavam na escola, seguiam-na, e suspeitavam que toda sua família fosse de metal. E tudo isso porque consideraram-na estranha e di¬ferente dos demais a sua volta. Realmente a única a ter tais comportamentos.

Em uma dessas noites de céu estrelado, sentado na es¬cada da varanda Brian conversou com seu pai. Sempre pronto pra ajudar os filhos no que precisassem o senhor Van Huffel não relutou nem mesmo por um minuto e prontamente se propôs ouvir seu filho naquele momento.
– Pai, sei que somos apenas máquinas, mas às vezes eu gostaria de ser humano. Eles se comovem tão facilmente com tudo. Gostaria de saber como é sentir emoções de verdade. Não queria ser apenas um robô! – Brian lamentou.
– Sabe, Brian, existem verdades que contrariam a nossa própria natureza de aceitação.
Onde eu trabalho, por exemplo, existem pessoas que não gostam de ser o que são. Estão sempre reclamando de tudo. Os subordinados querem se tornar chefes, e os chefes dizem que é uma carga exaustiva ser chefe. Meu filho, cada ser foi feito pra ser o que é. Nós somos máquinas e temos que aceitar essa condição e cumprir nosso propósito – consolou-lhe o pai.
– Mas por que somos obrigados a aceitar isso?
– Não escolhemos existir porque fomos fabricados. So¬mos apenas máquinas! Entenda isso, Brian!
– Sabe, pai, na escola percebi muitas coisas. E observan¬do percebi que nós robôs somos controlados pelos programas eletrônicos de nosso cérebro positrônico, feito por nossos in¬ventores, e os seres humanos são controlados por seus pró¬prios conceitos de comportamento. Tem uma colega minha que tem um comportamento estranho aos olhos de todos os colegas e ela me disse que já houve quem dissera que ela não era gente!
– Sim, Brian, você tem razão. Nós robôs somos obriga¬dos a ser assim porque fomos programados pra isso, mas os seres humanos têm o privilégio de mudar e tomar suas pró-prias decisões, e muitos, ainda assim, preferem não escolher ou simplesmente se conformam. Se tornam escravos da acei¬tação – Edward afirmou.

– Os seres humanos erram, e nós fazemos tudo certo de acordo com nossa programação. Ao menos não precisamos sofrer o pesar do arrependimento de não poder voltar atrás depois de uma atitude má – Brian conclui seu pensamento.
Um belo dia Brian convidou Tayli pra comer pizza num restaurante do shopping, lugar onde mais iam juntos, já esta¬vam até dizendo que os dois estavam namorando, e ele come¬teu mais um de seus deslizes. Desajeitado do jeito que era ao invés de cortar a fatia da pizza “cortou” o dedo, quero dizer, passou a faca afiada no dedo, Tayli ao perceber deu um grito:
– Brian, você cortou o dedo! Está tudo bem com você?
– Oh, meus céus! Cortei o dedo e nem percebi!
– Não percebeu? Está doendo? Que estranho, seu dedo não está sangrando! Nossa! Pelo jeito que você passou a faca no dedo parecia que era um corte profundo.
– Oh, não se preocupe! Não foi nada! A faca passou de leve, foi impressão sua – desconversou.
Naquela noite Tayli voltou desconfiada pra casa, até co¬mentou o fato com sua mãe:
– Mãe, hoje aconteceu uma coisa tão estranha com o Brian. Estávamos na pizzaria do shopping, ele foi cortar a pi¬zza mas acabou cortando o dedo, eu tenho certeza que eu vi a faca praticamente serrar o dedo dele, mas não aconteceu nada, o dedo ficou intacto, não sangrou nenhum pouco. Pra senhora ter uma ideia nem a marca da faca não ficou no dedo dele! Acho que ele realmente não é desse mundo!
– Tayli, minha filha, vai ver você pensou ter visto o que na verdade não viu! A faca não deve ter encostado no dedo dele. Acho melhor você ir pra cama dormir. Descansa essa cabeça, menina! – sua mãe esclareceu-lhe.
E não foi só esse episódio que deixou Tayli desconfiada, uma série de contradições ditas pelo próprio Brian a deixa¬ra confusa. Mas mesmo assim, fosse ele de outro mundo ou não, o que realmente importava pra ela era que com Brian ela descobrira o que significava ter um amigo verdadeiro.

Naquela linda manhã de primavera excepcionalmente dona Lucy levou as crianças de carro pra escola. Logo que che¬garam, Brian avistou Tayli na entrada da escola a sua espera.
O sinal de entrada tocou, mas os dois adolescentes en¬tusiasmados continuaram lá conversando no gramado da es¬cola. De repente, sem mais nem menos, quando apenas os dois estavam ali, um carro preto parou diante deles, uns caras estranhos saíram do carro, um deles se aproximou de Tayli e abordou-a com as seguintes palavras:
– Garota androide, fique quieta e nos acompanhe no carro agora! Já sabemos que você é um robô!
– O quê? Que história é essa de robô? Eu não sei do que você está falando! Eu sou um ser humano, veja!
– Oh, sim! Você foi programada pra acreditar que é gen¬te! – disse segurando-a pelo braço.
– Deixem-na em paz, eu sou o robô e não ela. Sou eu que vocês querem, levem-me! – Brian defendeu-a quase gritando.
– Que lindo, o namoradinho apaixonado defendendo a namorada máquina! Acorde, rapaz! A sua namorada não é nada do que você pensa. E não grite senão eu atiro, com licença!
Os homens estranhos pegaram Tayli pelo braço, coloca¬ram-na no carro e levaram-na embora. Brian ficou um tanto quanto desesperado, pois sabia que agora sua própria família estava em perigo. Ele olhou ao redor, praticamente para todos os lados, não viu nada além do ônibus escolar parado com o motorista cochilando, havia deixado os alunos lá ainda pouco. Sem mais alternativas Brian expulsou aos empurrões o mo¬torista de seu lugar, tomou o controle do ônibus e seguiu os sequestradores pela estrada.
Dentro do carro com os sequestradores a pobre moça quis saber:
– Poderiam pelo menos me dizer qual é o motivo do sequestro?

– É lógico que podemos. Um grupo de cientistas cons¬truiu uma família de androides, e então descobrimos que você e sua família são esses androides. Primeiro capturamos você e depois será sua família. Já estávamos de olho em você há muito tempo.
– E por que acham que eu sou um robô?
– Você era a mais diferente de todos! Agora cale a boca! Va¬mos seguir para o laboratório onde veremos do que você é feita.
– Essa não! Já estão me chamando de robô! – ela excla¬mou consigo mesma.
Brian seguiu em desespero aquele carro. A polícia perseguia o ônibus que ele dirigia pensando se tratar de roubo.
Os sequestradores levaram Tayli para o laboratório e co¬locaram-na em cima de uma mesa de cirurgia. Amarraram-na na cama enquanto ela gritava. Eles queriam abri-la, ver como ela funcionava por dentro. Brian invadiu o local do laborató¬rio, com o ônibus ele atravessou as grades que cercavam o local, com seus punhos de aço encheu os guardas de soco e entrou.
Ao chegar lá flagrou o momento em que Tayli gritava:
– Eu não sou um robô! Eu não sou um robô!
– Parem! Não toquem nela! Eu sou o robô! Eu é que não tenho sentimentos, não tenho vontade própria. Fui programa¬do pra ser o que sou e fazer o que meus donos querem que eu faça. Não tenho liberdade porque fui fabricado. Mas hoje pela primeira vez farei algo que não estava na programação. O androide sou eu. Vejam! – Brian declarou.
Diante de todos que ali viam a cena Brian desencapou vários fios que haviam no chão e segurou-os provocando um choque elétrico em si mesmo. Antes ele ainda gritou:
– Assistam agora a morte de um robô!
Foi realmente terrível! Ele se explodiu em mil pedaços! Sua cabeça foi para um lado, seus braços para o outro. Foi possível ver todos os fios e ligações eletrônicas que haviam dentro dele. Naquele momento todos ficaram estarrecidos. Imediatamente os sequestradores soltaram Tayli e fugiram do local, eles gritaram:
– Oh, céus! Ele era o robô! Vamos correr, a polícia está aí!
Porém quem mais sofreu ao ver essa cena foi Tayli. No começo ela não entendeu nada, mas ao ver seu único e me¬lhor amigo explodir, virar fumaça diante dela, sua face empa-lideceu e ela entendeu que na verdade nunca tivera alguém ao seu lado. A pessoa que ela já amava não era uma pessoa, era máquina. Chorando Tayli se aproximou dos restos de seu amigo e de joelhos segurando a cabeça dele exclamou:
– Brian, meu amigo, o que aconteceu? Isso não pode ser verdade! Você era só um robô! Mas você parecia ser tão verdadeiro, a pessoa mais verdadeira que conheci na minha vida! Isso é pior do que a morte.
Foi difícil as pessoas acreditarem nessa história. Pra po¬lícia então nem se fala. Mas Tayli teve que seguir em frente mesmo sabendo que aquele que ela amava talvez nunca tives¬se existido. Ela escreveu em seu diário:
“Para os outros o Brian foi só um robô, mas pra mim ele foi o ser mais humano que eu já conheci. Ele me ensinou o que é a verdadeira amizade, a alegria e o amor. Ele me ensi-nou a ser feliz. E ele estará sempre vivo na minha lembrança e no meu coração!”

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quinta-feira, novembro 15, 2018 - 20:33

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