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Depois das Bodas de Oiro

Depois das Bodas de Oiro

Depois das bodas de oiro,
Da hora prometida,
Não sei que mal agoiro
Me anoiteceu a vida...
Temo de regressar...
E mata-me a saudade...
_ Mas de me recordar
Não sei que dor me invade.
Nem quero prosseguir,
Trilhar novos caminhos,
Meus pobres pés dorir,
Já roxos dos espinhos.
Nem ficar... e morrer...
Perder-te, imagem vaga...
Cessar... não mais te ver...
Como uma luz se apaga...

Camilo Pessanha

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quinta-feira, abril 9, 2009 - 22:13

Poesia Consagrada :

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CamiloPessanha

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