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Poesias Inéditas - Poemas dos Dois Exílios - Doura o dia. Silente, o vento dura

Doura o dia. Silente, o vento dura

Doura o dia. Silente, o vento dura.
Verde as árvores, mole a terra escura,
Onde flores, vazia a álea e os bancos.
No pinal erva cresce nos barrancos.
Nuvens vagas no pérfido horizonte.
O moinho longínquo no ermo monte.
Eu alma, que contempla tudo isto,
Nada conhece e tudo reconhece.
Nestas sombras de me sentir existo,
E é falsa a teia que tecer me tece.

Fonte: http://www.secrel.com.br/jpoesia/fpesso.html

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segunda-feira, setembro 28, 2009 - 16:53

Poesia Consagrada :

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FernandoPessoa

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