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AMIGO DE INFÂNCIA
Amiguinho de minha infância, Saci Pererê,
Quanta saudade de você,
Que se perdeu no tempo, na distância.
Foi o preço por eu deixar de ser criança.
Você sempre me dizia que não gostava de gente grande,
Porque, em qualquer lugar que se ande,
Encontra essa gente “armada”
E,se o encontram pela estrada,
Querem logo lhe dar paulada.
Só me resta a lembrança daquele tempo na fazenda:
À tarde, sem que minha mãe visse, após a merenda,
Eu pegava um pedaço de bolo
E corria ao seu encontro.
Você, de pronto, surgia saltitando,
Com a cara de quem fizera algum rolo.
Você era tão esquisito: negrinho de cachimbo na boca,
Perneta e com sua vermelha touca.
Parecia até um ser de outro Planeta.
Mas quem dissesse irreal meu amiguinho perneta,
Eu respondia logo: - Cale-se. Não se meta.
Amigo Saci, eu confiava mais em ti outrora
Do que nos amigos de agora:
Quando mais você precisa,
Eles o deixam, dão o fora.
Fantasia, ficção ou realidade
A verdade é que você tornou mais interessante
O meu Mundo de criança.
Por isso, trago até hoje, a todo instante,
Você vivo na minha lembrança.
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Ministério da Poesia :
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