CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

Ensaio sobre a mediocridade.

(Ensaio sobre a mediocridade)

Sinto uma estranha mas calma melancolia,
Sei o que é ser abjeto e objecto ignorado, do saber geral, e da opinião de um público
Ingénuo, genérico e pouco culto, mas num mundo de pessoas maioritário criativas, seria insuportável conviver-se e a mediocridade é a média e a medida certa e necessária para que haja equilíbrio social, infelizmente como em todos os nichos da natureza desde as formigas, as abelhas aos grandes mamíferos e florestas de vários continentes tropicais e de carvalhos seculares existem doenças, pragas e parasitas, facínoras sociais locais e globais e outros bem mais nefastos ou seja medíocres malignos, maus,
Quando aparece um ser humano inspirado, mágico Druida, ou génio bom todos os medíocres conspiram contra ele, pois este promove a evolução da espécie, da humanidade ou do rebanho, alcateia etc, são os espíritos iluminados, enquanto os outros, medíocres, quer chefes ou simples povo, estúpido, asseguram a solidez social do conjunto, da tribo, do estado ou da nação, muito embora, de entre estes medíocres, se destaquem outros e alguns bem mais perversos, que gerem o tecido social e controlam de forma maligna e em auto proveito, os obedientes servos ou escravos e outros ainda, uma quadrilha de medíocres regulamentados, amedrontados são uns o povo,e amedrontadores outro, com obrigações e regulamentos, que fazem escrupulosamente respeitar pelo estatuto de força que a autoridade judicial lhe compete e a mando destes a fazem acatar, alguns mesmo sabendo estarem errados mas pactuam em defesa da estéril paz social e do conforto previsível.
Os galardoados com prémios nobéis da economia, da literatura e da Ciência, não se tornam ministros nem chefes de estado, apesar da sua genialidade, mas talvez sejam contratados como assalariados bem remunerados, gado de magnifico porte e garbo, nalguma grande multinacional da finança ou num banco mundial porventura o F.M.I.
Não pensemos que existe uma conspiração salientada contra nós pensadores, ela é inerente a nossa condição de animais sociais, sem esta condição, seria anárquico o nosso sistema social, embora a imbecilidade para onde a nossa sociedade vai caminhando seja categoricamente escolarizada desde a infância, nas escolas públicas para que o número de população assalariada, acessível e disponível por magos salários seja uma curva bastante ascendente e também por via dos “média” que estupidificam uma população que se não quer culta, é ingovernável, incontrolável até.
Imaginemos uma abelha com um novo conceito arquitetónico e conceptual de colmeia, é natural que o enxame se revolte contra o novo construtor até pela sobrevivência do clã, que poderia não resistir ao lar, o mesmo se passaria se uma obreira quisesse ocupar o trono da rainha, missão impossível, geraria uma revolução e o caos social.
Mas um grupo de abelhas inquietas e sábias haveria de revolucionar, do sabor do mel, à consistência do favo e toda a sociedade se transformaria dentro da colmeia se fosse praticável.
Uma qualidade intrínseca de um ser humano é ultrapassar-se a si próprio, inovar e criar, não existiria desenvolvimento sem a criatividade, nem nada de novo desde a idade da pedra.
O conformismo permite-nos viver razoavelmente alegres, isso é assegurado pela população medíocre dum certo estereótipo de conformismo de que fazem parte os nossos governos e gestores públicos medíocres, talvez malignos, donde raramente surge a genialidade em prol da comunidade ou a criatividade produtiva, criaram apenas uma complicada rede institucional que permite a imbecis estandardizados, gerir com organização quem trabalha estupidamente, apropriando-se da riqueza produzida e das mais-valias destes para o benefício de alguns poucos.
Essa a razão de tantos medianos, aclamando estupidamente outros tantos medíocres, uma espécie de justificação de um “Status-Quo” que não pode falir, toda uma sociedade desmoronaria perante a opinião de um só talento de um só homem, de um revolucionário, há casos disso na nossa história mas os idiotas da nossa sociedade não podem permitir que se repitam mais episódios de clareza social e humana.
Um mundo de pessoas criativas e talentosas seria insuportável, mas um mundo em que a criatividade é negada a todos tornar-se-á também a curto prazo, num detestável mundo de fatos cinzentos e colarinhos brancos, num lamaçal horroroso sem opiniões nem opções onde eu não quero estar.

Jorge Santos (11/2014)

Submited by

sábado, março 3, 2018 - 12:55

Ministério da Poesia :

Your rating: None Average: 5 (1 vote)

Joel

imagem de Joel
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 5 dias 15 horas
Membro desde: 12/20/2009
Conteúdos:
Pontos: 42103

Comentários

imagem de Joel

.

.

imagem de Joel

.

.

imagem de Joel

.

.

imagem de Joel

.

.

imagem de Joel

.

.

imagem de Joel

.

.

imagem de Joel

Ensaio sobre a mediocridade.

Ensaio sobre a mediocridade.

imagem de Joel

Ensaio sobre a mediocridade.

Ensaio sobre a mediocridade.

imagem de Joel

Ensaio sobre a mediocridade.

Ensaio sobre a mediocridade.

imagem de Joel

Ensaio sobre a mediocridade.

Ensaio sobre a mediocridade.

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of Joel

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Prosas/Outros Mad'In China... 0 3.784 11/18/2013 - 10:08 Português
Poesia/Geral Lágrimas de Pedra... 0 2.944 11/18/2013 - 10:06 Português
Poesia/Geral Pleno de sonhos 0 2.139 11/18/2013 - 10:04 Português
Poesia/Geral Deus,que é feito de ti... 0 2.543 11/18/2013 - 10:03 Português
Poesia/Geral Sei que um demente não pode ser levado a sério... 0 5.655 11/15/2013 - 15:51 Português
Poesia/Geral A casa dos sonhos 0 3.218 11/15/2013 - 15:50 Português
Poesia/Geral E já nem certo estou do meu pensamento. 0 3.568 11/15/2013 - 15:49 Português
Poesia/Geral Como se fosse do céu... seu dono 0 3.424 11/13/2013 - 12:23 Português
Poesia/Geral Venho assolado p'lo vento Sul 0 3.785 11/13/2013 - 12:22 Português
Poesia/Geral Ainda hei-de partir por esse mundo fora montado na alma d'algum estivador 0 4.047 11/13/2013 - 12:21 Português
Poesia/Geral Pressagio 0 4.267 11/12/2013 - 15:27 Português
Poesia/Geral Dai-me esperança 0 4.392 11/12/2013 - 15:26 Português
Poesia/Geral Quando eu morrer actor 0 2.509 11/12/2013 - 15:25 Português
Poesia/Geral Meca e eu 0 1.977 11/08/2013 - 10:08 Português
Poesia/Geral Quem 0 2.877 11/08/2013 - 10:07 Português
Poesia/Geral houve tempos 0 3.062 11/08/2013 - 10:05 Português
Prosas/Outros GR 11 (14 dias) correndo de Irun a Cap de Creus 0 4.712 11/07/2013 - 15:37 Português
Prosas/Outros O regressO 1 5.865 11/07/2013 - 15:34 Português
Prosas/Outros Mad'in China 0 4.518 11/07/2013 - 15:31 Português
Poesia/Geral Tenho escrito demasiado em horas postas 2 2.876 11/07/2013 - 11:59 Português
Poesia/Geral Vivesse eu... 0 5.299 11/07/2013 - 11:31 Português
Poesia/Geral Na cidade fantasma... 0 2.124 11/07/2013 - 11:30 Português
Poesia/Geral Pudesse eu 0 1.902 11/07/2013 - 11:29 Português
Poesia/Geral Quando eu morrer actor 0 2.232 02/16/2013 - 22:02 Português
Poesia/Geral O que é emoção e o que não o é... 0 3.148 02/16/2013 - 22:01 Português