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" Até que a Vida nos Separe"

Tenho fome de rir
tenho sede de estar
frio de conseguir
sem força para lutar.
Tenho raiva do que me falta
odio de esperar
diagnostico sem alta
dor de respirar
Sinto cansaço de existir
já me farta o verbo fartar
de persistir na mesma fé
neste fim por acabar.
Estou zangado com o divino
de mãos dadas com o mal
qual a razão por que não findo
as minhas preçes ao banal
Tenho convulsões de nada querer
titanias de me engolir
onde asfixio comigo mesmo
no verbo-osso desisitir.
Quando tal acontecer
não quero a ultima assoalhada
quero com mais tantos como eu
ser banquete à bicharada.
Já há muito que venho a juntar
falta de virtudes e dignidade
para este "casamento" se consumar
sem ter de esperar pela idade
Só tem um valor simbolico
da nossa longa união de facto
o vestido o champanhe e o bouquet...!?
Não tem sequer razão de quê!

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quinta-feira, julho 15, 2010 - 10:03

Poesia :

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Outro

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Comentários

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Re: " Até que a Vida nos Separe"

Até que a morte nos reclame.... Muito perturbador e inquietante este teu imenso poema.

É um prazer poder te ler e reflectir.
Grande abraço
Nuno

imagem de danyfilipa

Re: " Até que a Vida nos Separe"

forte
mt forte
este poema!

com um sentido de cansaço...

realço:
"Tenho fome de rir
tenho sede de estar
frio de conseguir
sem força para lutar.
Tenho raiva do que me falta
odio de esperar
diagnostico sem alta
dor de respirar"

amei sobretudo esta parte
(nao desfazendo de ttodo o poema em si) :-)

imagem de Outro

Re: " Até que a Vida nos Separe"

Muito obrigado Filipinha!!
Chamar-te a atenção é-me sempre gratificante.

imagem de analyra

Re: " Até que a Vida nos Separe"

Chegou perto na filosofia, errou na causa. E enfim, caro amigo, concordo contigo. Arte não tem nada a ver com dinheiro.
Grande abraço.
E grata pelo ponto de luz.
BEIJOS

imagem de analyra

Re: " Até que a Vida nos Separe"

Sabe-se lá o porque?
De alguma coisa no mundo?
Nem bem sei onde piso, onde o pé afundo...
Nesta gênese caótica, falta-me a óptica que me dá lucidez. Sobra as vezes a burrice e a estupidez...

Me andam os nadas também me fartando de escassez!

Muito bom ler-te nessa tua bela musicalidade.
Beijos amigo querido.

imagem de Outro

Re: " Até que a Vida nos Separe"

Tal como acredito com toda a força que as rotinas
são o nosso equilibrio, também acredito que esses nadas e a escassez a que te referes é também ela imprescindivel.

Vou tentar imitar o Paulo Coelho, (autor que não é muito do meu agrado talvez pq não suporte livros de auto-ajuda) Mesmo assim, 1 seria bem.vindo, 2 aceitavel , 3,4,5,6,7,8,9?????? Hummm começa-me a "cheirar" a dinheiro. E a arte na minha opinião, tem tudo a ver menos com o dinheiro.

Mas vou tentar imita-lo pegando na tua afirmação "me andam os nadas também me fartando de escassez" Cá vai:

Só se pode encher um saco seja com o que for, se antes despejarmos o que estava anteriormente no mesmo saco.

Estive lá perto?
Fui super positivo?
Fiz alguem ver uma ponto luminoso por cima do ombro de outrem?
Espero ter mudado a vida de alguem com esta minha frase.

Na literatura os livros que mudam as vidas de milhões de pessoas, mudam também as contas bancárias de uns poucos individuos. (Hoje em dia, obviamente)

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