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"Eu nunca choro"
-Eu nunca choro!
Repetia ela com orgulho...
Em sua face abatida, a guerreira extenuava seu último fôlego
no desumano esforço de assegurar que nenhuma gota cairia.
No seu rosto, a mágoa explicita no brilho dos olhos vermelhos.
Aquelas lágrimas contidas, espremidas quais relutava estancar
aprisionavam uma súplica antiga de sua alma perdida que pedia por socorro.
Porém, para sua (in)felicidade, pelo seu corpo e sua alma fora traída.
- Eu nunca choro!
Repetia com relutância
Seria fraqueza mostrar-se com franqueza?
Seria esperto afugentar-se de si mesma,
enterrando-se nos escombros de sua própria ruína,
afogando-se aos poucos num oceano de represas?
-Eu nunca choro!
Repetia ela com convicção...
Que estranha guerra estaria a lutar?
Quão injusta causa estaria a defender?
Quão valiosa medalha esperava ganhar?
Meu Deus! Que tanto mau tem em chorar?...
-Eu nunca choro!
Repetia ela com relutância...
O mundo todo asfixia de cinismo e desprezo
e destroça o espírito por mais forte que esteja.
Todo mundo sufoca em culpa e desespero
e chora mesmo escondido de medo e descrença.
Mas ela não. Ela resiste “heroicamente” sem enxergar
e, já não tão certa, numa única sentença, decreta:
- Eu nunca choro, ponto final. Repete consigo.
Triste de ver... Chorei ao escutar...
Ó brava heroína que tanto há de penar
Se tivesse o poder sobre sua guerra particular,
mudaria seu destino, sua estratégia sem pestanejar
e num ato de bom grado tocar-te-ia o coração
e mágica e subitamente te faria chorar.
Aceite minhas sinceras lágrimas
que por ti tanto ei de derramar...
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"Eu nunca choro"
a heroína que tanto há de penar
Se tivesse o poder sobre sua guerra particular,
mudaria seu destino, sua estratégia sem pestanejar
e num ato de bom grado tocar-te-ia o coração
e mágica e subitamente te faria chorar.
Aceite minhas sinceras lágrimas
que por ti tanto ei de derramar...
Lindo texto, meus parabéns,
MarneDulinski
"eu nunca choro"
Obrigado Marne!!
Abraço
;-)