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Flagelos
O corpo é dilacerado pelo sofrimento
A pele é arrancada sem piedade
E querem me convencer de uma verdade tão irreal
Quando o sol de cilício na madrugada.
São monstros impiedosos
Crápulas de um mundo invisível
Onde andam as espreitas pelos becos escuros
Na tentativa sádica de sugar sangue alheio.
Vampiros, lobisomens e outros monstros
Que vivem nas penumbras das cidades
O mundo coberto por uma nuvem escura
E gotas de uma chuva ácida que não para de cair.
Somos o caos de uma sociedade em ruínas
Flagelos
Corpos atirados pelo chão
E vidas ceifadas pela boca insaciável do abismo.
Calar-me-ei se não puder olhar
Com medo de ser atingido
Pelos dardos malignos dos demônios
Que deslizam sorrateiramente pelas paredes.
Ouvem-se os gritos nos porões
Torturam os corpos dos hereges
Na esperança inútil de salvar suas almas
Quando ninguém pode ser salvo da barbárie desoladora.
Vejo o caos
Os flagelos
A falta de escrúpulos
Dos que poderiam fazer algo pela sociedade.
Deixo-me descansar desta angústia
O mundo não pode ser melhorado
Não é o que querem
Os que dominam a sociedade.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense
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