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FOGO




O fogo

Cinzas são despojos do fogo ardente,

Reduzindo a pó aquilo que era da gente,

O que tinha cor tudo deixa de ter,

Fica tudo da mesma cor, preto sem ser,

Apaga-se quando nada tem para consumir,

Depois de tudo ao nada reduzir.

 

 

A água é inimiga do vermelho fogo

Com ela ele se acalma mas pode dizer até logo,

Pontas de fogo podem estar escondidas

E depressa se apressam a mostrar as mandíbulas,

Que rasga a alma de muita gente,

É preciso muito cuidado porque ele é quente.

 

 

O fogo raramente não nasce sozinho,

Tem sempre as mãos de qualquer padrinho,

Que quer vingança ou prazer de ver,

As coisas da vida dos outros, a arder,

Com lágrimas que ajudam a tristeza,

E que faz doer o coração a quem quer que seja

 

 

O fogo aquece quem tem frio também,

É utilizado para ajudar a dar de comer a alguém,

É um elemento útil e às vezes mal utilizado,

Por quem tem instintos de malvado,

Pois o fogo só por si culpa não tem,

Mas sim as mãos malévolas de alguém.

 

 

Fogo manso, fogo bravo, pode chegar,

De todos os lados que nem dá para pensar,

Fogo dos homens fogo da guerra maldita,

Esse tanto mata como nos livra,

De viver ou de morrer sem culpa de nada,

Porque os homens querem, assim é formada.

 

 

Tantas e tantas vezes o fogo me aqueceu,

Quando o frio me atacava vindo céu,

Abraçado ao vento que me gelava o coração,

E eu só queria que o fogo não desse um apagão,

Por isso o fogo só por si é sempre amigo,

Mas saber lidar com ele é preciso.

 

Tavira, 7 de Abril de 2011 - Estêvão

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sábado, junho 22, 2013 - 09:50

Poesia :

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José Custódio Estêvão

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