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Grito Invertido .
Hoje meu grito é invertido.
Um saltar
Salutar de mim ...
Diferentemente , hoje quero me rasgar de dentro para fora,
Alma eclodida em éter esvoaçado em perfume
Doce , Amadeiradamente Amargo , mas proliferando todo um cheiro inebriante
Daqueles o qual só o fomentador de essências sabe o que vai nele.
Quiçá como um Alquimista , sim mas de palavras que transforma o cobre da Dor em ouro do Amor...
Esvoaço assim desmediadamente , descontroladamente já que o mundo
Aquele velho mundo rodeado de muros que me cercam , aqueles os quais estão em volta da minha casa , nas ruas , nas cidades , na minha vida têm vozes
E fazem a questão de me lembrar o quanto sou estúpida
Igual a porcaria da carroça velha ,da qual chamo de meu computador...
Neste breve respirar profundo em que me encontro , alivio as traças que moram bem dentro das estantes da minha mente.
Bem sei o quanto hoje é um lindo dia ,as coisas boas que se decorreram e as más também como em quase todos os dias , perfeitas imperfeições ...
Isso é viver ...
Estou aqui a exalar de mim , mesmo que as paredes que rodeiam a minha casa em muros me encham o saco , mesmo que a carroça velha encrenque ,
Vou me esvalando de mim numa fúria em teclas , antes desconhecida ,adormecida não sei onde
Nem em que canto ou prateleira da mente ,da Alma ...
Vou por aí , bem aqui aonde fico dentro de mim , perto de Ti naquele Universo meio doido ,capenga que sou ...
Tema a Ti algo que ninguém jamais terá , algo escondido dos compêndios e dos biombos literários ...
Esperarei que o encontre numa dessas esquinas aonde o carteiro feito pombo correio soltou ao chão ...
Que caiam em suas mão aonde não posso toca-las agora ...
Sinta-o revolva-o como um Beijo cheio daquilo que foi feito fruta na minha boca
Absorva-o no peito , nas mãos na nunca , no Luar , na penumbra , numa dessas manhãs de Domingo , típicas de um bom café misto de dois ...
Duas flâmulas de Amor enraivecido do querer bem , atormentados pela geografia .
Este ruflar histérico , daqueles cheirando surto psicótico , pode ser mas não é um presente , pois não é o mais bonito .
O mais bonito é aquele que os pombos correios carregaram na boca deixaram junto com as garrafas cheias de sorrisos singelos , daqueles ...
Aqueles singelos de mais com sabor a qualquer coisa de tabaco a melancia .
Tolices , das quais nesta noite sonhei e pude sentir o trago do cigarro insuflando os pulmões de qualquer coisa chamada nicotina , apesar do sonho de carneiro por causa de um ou outro poça telha tela chamado psicotropico , daqueles que se engole sem sentir o gosto , com vontade de jogar a caixa fora .
Enfim coloquei cada qual na onde deveria estar o psicotropico na porra da descarga com a merda ,
O presente em Laçarote , aquele que os pombos correios levam no bico até mãos descomunais ...
Assim que acordei , depois da tolice do tabaco lembrei o doce abraço e sorriso proferido a mim , no dia de hoje
Aquele singelo , que gosto tanto porque é apenas o que é
Apenas o que sinto ,
Apenas Amor e ponto.
12/06/10
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Comentários
Re: Grito Invertido .
Cara Susan:
li e gostei muito. Liberta-te...sempre sentida, honesta.
Obrigado.
Parabéns pelo teu livro.
Abraço.
Jorge lúpus
Re: Grito Invertido .
Profundo e sentido! Ao inverter o grito, sufocá-lo, transforma letras em poesia...Maravilhoso! Abraços
Re: Grito Invertido .
Adorei a intesidade Susan, soberba, sente-se a revolta e a voragem em tuas letras, sinto o sufoco do grito que invertido revela-se em letras que desmontam a ordem do olhar.
Intenso. Um belo texto.