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Livrai-me dos laços armados contra mim!
Que palavras são essas
Que ouço perturbar minha mente
No silêncio de um vazio imenso?
Palavras que não se esgotaram
Que ferem a alma
Corrói o coração
E perturba a mente humana.
Palavras de falsidade
De má-fé
Que induzem ao pecado
Maledicente…
Palavras que saem de bocas
Que não cansam de fazer o mal
Que espantam os sorrisos
E fazem a vida não valer a pena
Porque nada mais faz sentido.
Melhor fora mudo,
Surdo e não escutasse
As lamúrias de corações magoados.
Neste mundo tão perdido
De pessoas vazias de conteúdos
De testemunhos falsos
Que destilam venenos cruéis
Víboras peçonhentas.
O que fazer para nos livrarmos
Dos dardos inflamados
Dessas línguas venenosas?
Livrai-me dos laços armados contra mim
Guia-me a agir com prudência
E que eu seja sábio
Para entender a linguagem sublime
Do amor e da compaixão.
Ajude-me a conduzir os meus passos
Fugindo sempre da tentação!
Poema: Odair José, Poeta Cacerense
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