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Macaquinhos de liberdade

Cansa-me este mundo
Revolta-me todo este absurdo
Escumalha de pequenos ditadores!

Falseiam vidas, vivem connosco
Vivem de nós! Impõe-nos ser
Mas jamais sequer nos deixam viver

“Liberdade, onde estás? Quem te demora?”
Coisa tão sentimental que existiu outrora
Liberdade de quem é obrigado a ser
Ensinamo-los a ser e deles vamos viver
Nojentos porcos, fazem-os acreditar!

Não há um só mundo, como tentam parecer
Somos um conjunto deles que lutam por não morrer
E matamos quem tenta viver, por liberdade
A liberdade de se acusar por viver
“A guerra é indispensável para chegar à paz”

Morra quem me quer ver morrer
Não nasça quem eu não quero ver!
Eu sou, eu quero, eu posso, vocês têm de ser!
Bando de terroristas travestidos, ditadores
Impostores!

Quando o mundo é Manhattan
O resto é os que matam, verguemo-los
Têm de ser como nós! Não, não!
Vão ser o nosso zoo, a nossa diversão!
Matemo-los de sonhos

Destruamos maneiras de viver, impomos ser
Mas nem vemos quem somos, quem não somos
Terroristas de porta em porta, em que mais nada importa
É ter pesos, medidas e não querer saber de vidas
Nascemos para matar

Que raiva de liberdade, que morte de saudade!
Só vou ser tu quando num monstro me tornar
Enquanto pensar irei sempre contra ti lutar!
Mundo hipócrita… pessoas, ainda o são?
Penso por ele, logo vou existindo

Aviões, televisões e muitas combustões
Aldrabões! Mas vamos vê-los acreditar
Dá-nos jeito para nos podermos explorar e usar
Vivamos, mas ainda há quem queira pensar?
Não, não e não! Façamo-los sonhar
Assim nem temos de os matar, matam-se
Serão nós, para usar 

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quinta-feira, fevereiro 24, 2011 - 14:53

Poesia :

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