CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
PENSANDO
Pensando
Nascemos sem pedir e morremos sem querer,
Contra esta verdade nada podemos fazer,
São ordens da Natureza que temos de cumprir,
E da sua ditadura nunca podemos fugir,
Fugir, fazemos todos os dias para pagar a vida,
Que a Natureza nos deu, para a nos tirar de seguida,
E assim vamos vivendo dentro da nossa ilusão,
Que é a força fraca da nossa razão.
Razão, julgamos que a temos quando nascemos,
Quando viemos ao mundo mas logo a perdemos,
Não temos a força de pedir para nascer,
Vivemos e depois não queremos morrer.
Morrer, é a única certeza que a vida nos dá,
E durante esse tempo andamos para cá e para lá,
Ao sabor do tempo mas pensamos que assim não é,
Mas funcionamos como o nascer e morrer da maré.
Maré, do mar imenso que é eterna e nós não,
Estamos de passagem com o bater do nosso coração,
Que vai batendo, batendo, e a pouco e pouco morrendo,
E nós vamos vivendo na nossa ilusão comendo.
Comendo para viver mas a vida temos de pagar,
Aqui não estamos de borla, temos de trabalhar,
Denodadamente durante a nossa vida inteira,
Para depois seguirmos na nossa última carreira.
Carreira da nossa vida com tristezas e alegrias,
E assim vamos vivendo todos os dias,
Pagando o nosso preço por esta pequena estada,
Umas vezes sorrindo, outras chorando nesta caminhada.
Caminhada que nunca sabemos quando fenece,
O futuro fica sempre mais além e ninguém conhece,
Com ele sonhamos para termos o que queremos,
Mas nem sempre queremos o que temos.
Temos a nossa vontade de viver sempre sonhando,
Mas não sabemos para onde vamos caminhando,
A ilusão é e será sempre a nossa companheira,
Durante o tempo dos nossos sonhos a vida inteira
Inteira, partida no tempo que nos foi destinado,
Pela Natureza, para cumprir o que nos foi determinado,
E nunca nos lembramos que não pedimos para nascer,
E que temos de partir para o nada que fomos, sem querer.
Tavira, 16 de Setembro de 2010 - Estêvão
Submited by
Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 2442 leituras
other contents of José Custódio Estêvão
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Fantasia | DA MINHA JANELA | 0 | 4.535 | 02/05/2014 - 16:14 | Português | |
| Poesia/Meditação | FLORES À VIDA! | 0 | 4.010 | 01/29/2014 - 17:24 | Português | |
| Poesia/Meditação | DAR | 0 | 4.557 | 01/23/2014 - 11:30 | Português | |
| Poesia/Meditação | AS QUEDAS QUE EU DEI | 0 | 3.169 | 01/14/2014 - 11:35 | Português | |
| Poesia/Meditação | E ASSIM VOU PENSANDO | 0 | 4.569 | 01/08/2014 - 12:43 | Português | |
| Poesia/Meditação | AS VOLTAS DA VIDA | 0 | 4.960 | 01/03/2014 - 17:57 | Português | |
| Poesia/Meditação | O MEU PAI SOL | 0 | 5.204 | 12/31/2013 - 19:51 | Português | |
| Poesia/Fantasia | PRIMAVERA TODO O ANO | 0 | 4.594 | 12/28/2013 - 12:42 | Português | |
| Poesia/Amor | O MEU POR-DO-SOL | 0 | 3.506 | 12/24/2013 - 12:42 | Português | |
| Poesia/Meditação | PORQUE SERÁ? | 0 | 3.165 | 12/21/2013 - 13:02 | Português | |
| Poesia/Meditação | O SABER E O AMOR | 0 | 3.955 | 12/18/2013 - 20:12 | Português | |
| Poesia/Meditação | VENHO DE TÃO LONGE | 0 | 3.155 | 12/13/2013 - 19:31 | Português | |
| Poesia/Amor | O ENCANTO DA LUA | 0 | 6.023 | 12/13/2013 - 19:20 | Português | |
| Poesia/Meditação | SEDE | 0 | 5.338 | 12/10/2013 - 11:31 | Português | |
| Poesia/Amor | VIVER AMANDO | 0 | 4.918 | 12/06/2013 - 15:49 | Português | |
| Poesia/Amor | PARABÉNS | 0 | 3.922 | 12/04/2013 - 12:47 | Português | |
| Poesia/Meditação | DEIXEM-ME PENSAR | 0 | 3.705 | 12/01/2013 - 00:09 | Português | |
| Poesia/Meditação | AS MINHAS PERNAS | 0 | 4.350 | 11/29/2013 - 12:46 | Português | |
| Poesia/Meditação | INSULTO | 0 | 4.441 | 11/26/2013 - 12:31 | Português | |
| Poesia/Meditação | O PRAZO DA VIDA | 0 | 3.582 | 11/23/2013 - 14:35 | Português | |
| Poesia/Meditação | SOLIDÃO | 0 | 4.830 | 11/21/2013 - 17:41 | Português | |
| Poesia/Tristeza | FILHOS DE NINGUÉM | 2 | 5.621 | 11/18/2013 - 17:48 | Português | |
| Poesia/Desilusão | INTERESSE | 0 | 4.333 | 11/16/2013 - 17:48 | Português | |
| Poesia/Meditação | CINZAS | 1 | 4.897 | 11/15/2013 - 10:59 | Português | |
| Poesia/Meditação | CINZAS | 1 | 4.124 | 11/14/2013 - 17:10 | Português |






Add comment