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Princesinha


Quando a Vila Maria
Ainda aprendia o próprio nome,
O rio já a chamava em segredo.
Não com palavras, mas com reflexos,
Com o ouro trêmulo das tardes
E o silêncio antigo das correntezas.

Cáceres era barro, passo, espera.
Casas baixas cochichando histórias,
Varandas bordadas de vento e lembranças,
Como se o tempo ali caminhasse descalço
Para não ferir a memória.

Então alguém viu, ou sentiu,
Que o rio não a atravessava apenas,
Mas a escolhia.
Como se coroasse em águas mansas
Uma realeza sem trono, sem pressa.

Princesinha.
Não pela grandeza,
Mas pela delicadeza de existir à margem,
Pela graça serena de quem não disputa,
Apenas permanece.

E o Rio Paraguai, velho e paciente,
Seguiu passando como quem guarda um segredo:
Sabendo que certas cidades
Não apenas nascem,
São lentamente encantadas.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

https://odairpoetacacerense.blogspot.com/2026/02/princesinha.html


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domingo, abril 19, 2026 - 13:57

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Odairjsilva

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