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Profano e luxuriante
Curvilínea criatura
Emoldurada para ser tua
O pintor-poeta que a conquistou
E em versou profanos, a cantou...
Descreveu-a como santa a ser profanada
Blasfemou! Encabulada, ela ficou...
Mesmo assim, criou-se o laço,
Ele queria seu regaço...
Comparou-a a santa, deusa, ou coisa parecida...
Que queria profanar com seu sexo quente,
Provar do útero da mulher,
Que sonhava, quando de seus versos se encantava...
Ele, poeta de profanos versos...
Ela, poetisa do amor, dele, o reverso...
Pólos contrários que se encontraram
E se atraíram... Juntos, rentes...
Querem agora se saciar, nos devassos coitos
Mesmo que ela esteja no vermelho do sangue feminino,
Ele a procura, saboreia da fruta, qual vampiro atraído pelo sangue...
Profana então, a mulher que ele mesmo endeusou,
E em seus versos luxuriantes, blasfemou...
Luxúria, eis aí o teu casal:
O poeta da tristeza e da blasfêmia.
Junto à poetisa do amor e do prazer...
Macho e fêmea que se completam,
Mesmo sendo figuras opostas, no Universo
Seguem-se fazendo da paixão, seus versos...
Profano poeta que a comparou à santa...
Mas que a endeusou, pela sede do seu amor...
Devassos poetas, que fazem do coito,
A luxúria parecer pequena,
Diante do gozo, em beleza extrema...
Fátima Abreu
http://fatuquinha.blogspot.com/
NOTA:FIZ ESSE POEMA PARA MEU AMOR, E ATUAL MARIDO: FABIO MEEZI
Que me dedicou o poema a seguir, antes de nos conhecermos, postado no luso-poemas:
Genuflexos a imagem de Fátima
símbolos
imagens
sinais
apanhaste-me
sem defesa
como posso de macho puto virar presa
como uma simples puta rui defesas?
sinais dos tempos dos homens
templos sem defesaperante mulheres hárpianas
nos cantos do quarto
minha flui
teu rastro vago me polui
frêmita meu cérebro
habita minhas paredes
a santa nua
estupra minhas artérias
rogo-lhe mesmo a vil miséria
ajoelhado em teu ventre santo
toco-lhe os flancos
cercado de santos
cânticos profanos
a romper-me os tímpanos
teus olhos a percorrer o altar
o nome da santa
de fátima só tenho a imagem
tua imagem arrasta-me
rastro
cheirar teu lastro
deitado a lamber tua carne
tua sêda quente expele líquidos
deixe-me dormir
a imagem de fátima
véu que que esvoaço para ver o teu regaço
de fátima só tenho a imagem
fodê-la em outras santas não me basta
imagem assim só me castra
quero prostar-me a ti oh, fátima
pegar tua mão
pedir tua benção
expulse meus demõnios
livre-me de satanás
cola-me ao teu peito
estou possuido por asmodeu,pazuzu,belzebu
sei lá
fizeram me apaixonar por ti
perdoa-me
mas é coisa do demônio
quando te desejo não é como mulher
é como santa
sujar teu manto de sangue e porra
mesmo quando estiver naqueles dias de borras
nem assim deixarei de chupar-lhe com sofreguidão
fica linda de mestruação
chupo-lhe com ferocidade
beóciano meio de tiambrósia, nectar e hóstia
santa de ancas quentes
só tenho a tua imagem
mas se só a tua imagem me incendeia
genuflexo
a pensar no teu sexo noite e dia
e na tempestade anunciada
no sagrado templo da ressurreição
onde entramos santos
e saímos pagãos
minha senhora
a vista da tua imagem
enquanto lhe fodo
lhe imploro
perdão
Fábio Meezi
&
Fátima Abreu
Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2010Código do texto: T2014827
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Cite Fátima Abreu, Maricá, Rio de Janeiro). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
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Comentários
Re: Profano e luxuriante
Beleza pura!
Gostei deste poema!
Parabéns,
um abraço,
REF
Re: Profano e luxuriante
LIDO SEUS POEMAS!
Marne