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Ser convulso

Magérrimo Ser convulso e devastado
Contorcendo-se em monólogos corporais
Nenhum remédio, nem substância intravenosa
Apenas o grito da dor que se alastra

Uma labareda febril, calafrios mudos
Vozes surdas querendo destaque
O suor escorre na face sôfrega
Lábios secos! As nuances da desnutrição

Inquietação! Vontade de se arrebentar
Pegar cada pedaço de neurônio e cuspir,
Expulsar como um vômito a vida

Pois que a dor é tanta nas reentrâncias
Dor Ser que definha na morbidez
Vejo na escassez o prenúncio da minha morte

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sexta-feira, outubro 23, 2009 - 11:43

Poesia :

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Dav-Rodrigues

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Comentários

imagem de RobertoEstevesdaFonseca

Re: Ser convulso

Triste, porém ótimo poema!

Parabéns,
Um abraço,
REF

imagem de MarneDulinski

Re: Ser convulso

Dav-Rodrigues!

Ser convulso
Pois que ador é tanta nas reentrâncias
Dor Ser que definha na morbidez
Vejo na escassez o prenúncio da minha morte
SINTO E FICO TRISTE...
MarneDulinski

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