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Sou Poeta

Sou poeta.
Se por vezes canto a dor
E lamento o canto,
Tudo a ver, nada a contentar-se
Busca incessante,
Destino de nunca encontrar,
Não te iludas, com todo esse cantar.
O que exponho não é meu
É pura obra desse canto
Que com poder e sonhos infindos
Vem, sempre, em mim consumar-se.

Sou poeta, neste mundo,
para sonhar, iludir-me, voar.
Respeitosamente contemplo esse meu canto,
Magia que me comanda,
Que vive, em mim, a entoar-se.

Sou poeta,
Escrava desse canto,
Dessa voz que me conduz,
Que sempre em comando, convida-me
á cumplicidade
E, assim, determina o meu caminhar.

E, silenciosa, obedeço.
E, obedecendo, versos contemplo,
Versos, impetuosos, inquietos versos
Que, entre a mão e o papel,
Estão sempre a derramar-se.

Não sou canto,
Não sou o chorar,
Não sou sol, não sou luar.
Sou poeta - ser atiçado, provocado,
Instrumento do cantar.

Não me culpes se versos escrevo,>
canções que não queres escutar.
É que sou poeta
E o canto que canto
Não sou eu que canto.
É o próprio canto, sedento, flamejante,
Senhor de mim, a ordenar-me.
É dele esse cantar.

Sou poeta a vagar
pelo mundo das palavras,
guiada pelas mãos desse canto,
Ser objeto, sujeito ao canto,
Entregue a esse canto,
impregnado de querer
Que sobre mim abre as suas asas,
do meu ser se incorpora,
em aladas manhãs, noites, madrugadas,
Obrigando-me a cantar o seu canto,
A me entregar.

Sou objeto desse canto
que me exalta e a vontade me aniquila,
em versos repletos de querer,
Dono de mim, do meu ser,
Que me exige, me ordena
Obriga-me a não me pertencer.

Essência da sua essência,
Corpo único, único ser,
Desejo fundido em mim,
em desejos de bem querer.

Sou poeta, ser vencido,
Disponível comandado,
pelos versos a navegar.
Arremessada no horizonte,
submergida pelas mãos do sensível,
em profundo, imenso mar,
revestida de poesia imposta por esse canto
Que, em mim, insiste em espalhar-se.

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segunda-feira, janeiro 4, 2010 - 17:52

Poesia :

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LiceSoares

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Comentários

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Re: Sou Poeta

LiceSoares!

Meus parabéns, Poeta!
Gostei muito!
Marne

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