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Tempo sem Tempo (Mario Benedetti)

Preciso tempo necessito esse tempo
que outros deixam abandonado
por que lhes sobra ou já não sabem
o que fazer com ele

tempo
em branco
em vermelho
em verde
até castanho-escuro
não me importa a cor
cândido tempo
que eu possa abrir
e fechar
como uma porta

tempo para olhar uma árvore um farol
para andar pelo fio do descanso
para pensar que bom hoje não é inverno
para morrer um pouco
e nascer em seguida
e para me dar conta
e para me dar corda
preciso tempo o necessário para
chafurdar umas horas na vida
e para investigar por que estou triste
e acostumar-me ao meu esqueleto antigo

tempo para esconder-me no canto de algum galo
e para reaparecer em um relincho
e para estar em dia
e para estar na noite
tempo sem recato e sem relógio

vale dizer preciso
ou seja necessito
digamos me faz falta
tempo sem tempo

Mário Benedetti (1920-2009), poeta uruguaio, editado por Nicola David.

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segunda-feira, junho 25, 2012 - 12:19

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AjAraujo

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Os mistérios do

Os mistérios do Tempo
continuam por revelar
e este contratempo
promete continuar.

Um belo poema!

1 abraç0o!

_Abilio

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