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Velhinho danado

Triste cina desvalida
É essa que eu padeço,
Mas, ela é tão dolorida.
É mais do que eu mereço

Essas tristes palavras
Vivi sempre a escutar,
Minha mãe sempre dizia
Que me fez até decorar,
Eram ditas por seu pai
Que vivia a se lamentar

Homem cansado de guerra
Vivia da pesca e da caça
Caçava sempre pedis,
Morreu numa casinha de taipa
Mas, dizia ser feliz.

Benzedor considerado
No bairro que ele morava
Curava caxumba e catarro
E até barriga inchada

O velhinho era danado
Tinha muita disposição
Morreu com uma mão na enxada
E o cassetinho na outra mão

Homem puro e honesto
Vivia na sinceridade
Manteve até o fim dos seus dias
A sua dignidade

Para nós que ficamos
Ele deixou, no peito
Uma grande saudade.

À alma do meu avô,
Senhor Manoel.

Submited by

quarta-feira, dezembro 2, 2009 - 08:45

Poesia :

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gege

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Título: Membro
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Comentários

imagem de MarneDulinski

Re: Velinho danado

LINDO POEMA, GOSTEI!
BELO EXEMPLO PARA VOCÊ GEGE!
Um abraço,
md

imagem de RobertoEstevesdaFonseca

Re: Velinho danado

Parabéns pelo belo poema.

Gostei.

Um abraço,
REF

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