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Vida morta

Perdi todas as artes que nunca soube que tinha
Já não derramo tinta
Já não sei fazer rima
Carrego apenas por todo lado
Meu corpo já cansado
Já pesado
Tento me esquecer que há amanhã
Passa-se vagarosamente mais uma manhã
De mil e uma oportunidades
De quem tem as que já tive qualidades
E tenho vergonha de meus erros
Vestindo-me cheio de remendos
Bebo vinho rasca
Já não tenho dinheiro para ir a tasca
Escondo-me de mim mesmo
Espero que o sofrimento tenha termo
Pois já não consigo sorrir
Mas não quero ter pena de mim
Pela manhã vem-me a memória
Quantas infrutíferas histórias
Meus cabelos que começam a cair
Como dói minha falta de capacidade de rir
E caminho como robot para minha obrigação
Não sou capaz de outra acção
Apenas ir levando meu corpo por todo lado
Cada vez mais cansado
Cada vez mais pesado
Espero que um dia a morte chegue
Mas Deus não terá pena de mim
Porque antes da morte dei a vida um fim
Mas NÃO…
Não quero desistir
Apenas não sei mais
Como agir

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quinta-feira, novembro 19, 2009 - 17:10

Poesia :

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Veiga

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Comentários

imagem de CarmenLuMiranda

Re: Vida morta

O poeta tira de dentro de si sentimentos que que ele próprio desconhece. Eis a razão da existência de um poeta.

Obrigada por nos oferecer estes momentos.

Abraços

imagem de Gisa

Re: Vida morta

Desistir, jamais! Encontrar-te há novamente e brilhará, como sempre! Abraços

imagem de MarneDulinski

Re: Vida morta

GOSTEI DO LINDO POEMA!
Porque antes da morte dei a vida um fim
Mas NÃO…
Não quero desistir
Apenas não sei mais
Como agir
Meus parabéns,
MarneDulinski

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