CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
É sempre assim quando enterras as novas sementes de flores enamoradas
As palavras que nos unem, trazem paisagens de muito longe, de quando o mundo se unia num ponto e encontrava um novo mundo da verdade; aquele que nos faz ser inteiros e ao mesmo tempo, afins na terra de ninguém, onde o tudo se semeia no universo dos corpos. Se te encontrasse num dia morto, serias um sol sem brilho e eu uma lua sem cor, mas os meus olhos encontram-te sempre num vale silencioso, a arrastam com eles as terras de mil sóis. È lá que te dispo quando penso em nós, numa viagem longa, com sorrisos, dores e algumas lágrimas que enchem os rios da saudade.
Este é um sonho bom e vejo-te sempre a atravessar o meu jardim, pisas a erva fresca como quem quer absorver-lhe a humidade terrena, entranha-se-te o seu cheiro e tens a força devoradora dos sentidos quando me tocas e se esvaem as cores dos meus olhos sôfregos de ti. Encontras-me neste estado de inquietação, por ter no corpo sementeiras nuas, resquícios de um amor de fim de verão, deitado na humidade quente de uma praia deserta. Sugo-te o ar que inspiras com aquele sabor a maresia incolor que se desfaz no ar que respiras. Diz-me se me queres tomar para ti e deito-me sobre pétalas perfumadas, tu chegas, inebrias-te com o seu perfume, de boca semi-aberta, esperas pelo sabor do suco avermelhado das rosas e fluidos escorrem adocicados. Os teus olhos fecham-se acordam num templo sagrado.
É sempre assim, quando te penso deitado, absorvendo a frescura que se solta do meu jardim, contornando o meu corpo, quando enterras as novas sementes de flores enamoradas da brisa que passa. Rasgam-se olhares amortalhados sob um misto incendiado de dor, que me toma sempre na medida certa. Encosto-me à sombra da paixão, acomodo-me em carreiros estreitos, incendiados da bruma que passa e cobre o jardim imaculado pelo tempo.
Dolores Marques
Submited by
Prosas :
- Se logue para poder enviar comentários
- 2416 leituras
Add comment
other contents of ÔNIX
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Meditação | Urge Saber | 1 | 1.016 | 05/12/2010 - 19:19 | Português | |
|
|
Fotos/Rostos | Eu | 2 | 2.229 | 05/11/2010 - 13:28 | Português |
| Poesia/Meditação | Criação in Verbus | 9 | 2.215 | 05/10/2010 - 11:57 | Português | |
| Poesia/Meditação | Fica comigo até uma última vez | 13 | 1.667 | 05/06/2010 - 22:40 | Português | |
| Poesia/Meditação | O Centro Energético do Poema | 9 | 1.809 | 05/06/2010 - 22:34 | Português | |
| Poesia/Meditação | Tenho medo do que se passa lá fora | 15 | 1.852 | 05/05/2010 - 09:19 | Português | |
| Poesia/Meditação | Mata-borrão | 8 | 1.562 | 05/04/2010 - 11:49 | Português | |
| Poesia/Paixão | Meu companheiro de horas tardias | 6 | 1.911 | 05/03/2010 - 08:29 | Português | |
|
|
Fotos/Rostos | Eu | 2 | 2.029 | 04/30/2010 - 15:13 | Português |
| Poesia/Paixão | Absorver Licores Nobres e Fazê-los Escorrer Pela Tua Boca | 8 | 2.327 | 04/29/2010 - 19:20 | Português | |
| Poesia/Paixão | Quando ela o induzia de uma certa maneira | 19 | 2.157 | 04/28/2010 - 14:22 | Português | |
| Poesia/Meditação | Tudo Tem um Preço | 8 | 1.623 | 04/28/2010 - 14:14 | Português | |
| Poesia/Erótico | Aqueceu demais e não aguentou | 12 | 1.209 | 04/26/2010 - 17:55 | Português | |
| Poesia/Desilusão | A marcar pontos no meio da estrada | 8 | 4.303 | 04/26/2010 - 15:25 | Português | |
| Poesia/Meditação | Faz Tempo | 13 | 1.682 | 04/23/2010 - 20:35 | Português | |
| Poesia/Erótico | Fruto da Época | 17 | 1.707 | 04/23/2010 - 20:30 | Português | |
| Prosas/Cartas | O nome que sempre te disse - Olá | 4 | 4.090 | 04/23/2010 - 20:26 | Português | |
| Poesia/Meditação | Poema Infantil | 8 | 1.214 | 04/23/2010 - 15:12 | Português | |
| Poesia/Amor | Trago de Amores | 6 | 1.616 | 04/19/2010 - 10:49 | Português | |
| Prosas/Romance | Verdes São as Folhas | 2 | 2.329 | 04/19/2010 - 10:00 | Português | |
| Poesia/Meditação | Hoje Escutei Em Segredo... | 10 | 2.042 | 04/14/2010 - 09:23 | Português | |
| Prosas/Ficção Cientifica | Lavo as Mãos Como Pilatos | 4 | 3.069 | 04/13/2010 - 15:23 | Português | |
|
|
Fotos/Corpos | Xailde | 2 | 4.102 | 04/11/2010 - 00:22 | Português |
| Poesia/Meditação | O Tudo e o Nada em Movimentos Circunspectos | 6 | 1.358 | 04/09/2010 - 09:09 | Português | |
|
|
Fotos/Paisagens | Porto Covo | 2 | 2.134 | 04/07/2010 - 13:48 | Português |






Comentários
Re: É sempre assim quando enterras as novas sementes de f...
É sempre assim, quando te penso deitado, absorvendo a frescura que se solta
Fantástico adorei1
continuo a gostar imenso de todos os ses textos! beijo 8-)
Re: É sempre assim quando enterras as novas sementes de f...
Por entre melodias e seraphins uno-me às tuas palavras tão eloquentes, tão apaixonantes que me cobrem a alma...aumentando-a.
Beijo
Re: É sempre assim quando enterras as novas sementes de f... P/D
A forma como despes as palavras, semeando sentimentos, emoções é, simplesmente, sublime...
beijo