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Anestesiados impérios de emoções

 

 

Ontem, caíram nuvens cinzentas do céu. Há uma cidade de nevoeiro à volta das pessoas, com prédios velhos, em ruínas, a semear fundações, corroídas pela humidade dos espaços desertos, dos lugares comuns. Há ainda, a tristeza de pequenos jardins: retalhos relvados, com baloiços e escorregas plantados, na ausência de risos, jogos e balões coloridos. Faz um frio glaciar e andam sobretudos pelas ruas, cheios de gelo por dentro. É inverno no coração das pessoas. O vento siberiano sopra insegurança, no receio de esquinas dobradas num passo em falso. Anestesiados impérios de emoções. Queria traçar uma linha a unir sinais verticais, de sentido obrigatório para lojas de doces, com rebuçados de todas as cores, onde faz paragem o comboio dos sonhos. Queria fazer a ligação entre o sol das pessoas, construir uma ponte sobre as nuvens caídas, com a firmeza com que as árvores se enraízam ao chão. Ontem, caíram nuvens cinzentas do céu, por de trás da janela embaciada, onde mora o silêncio que transforma as lágrimas em pó.

 

 

Nuno Marques

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quarta-feira, janeiro 26, 2011 - 18:35

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