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Filosofia Sem Mistérios - Dicionário Sintético
GNOTICISMO e GNOSE – do grego “GNOSTIKÓS” = que sabe.
Trata-se de um grupo de doutrinas mais Religiosas que Filosóficas. Surgiram nos séculos II e III, em paralelo com o Cristianismo oficial. A região dos Bálcãs, na Europa, foi seu berço e centro de maior difusão.
Ali, às margens do Mediterrâneo, pregava-se que a “Salvação Divina” se daria pelo “Conhecimento Intelectual e Racional” dos fatos religiosos que a Igreja Católica omitia, rotulando-os de “Mistérios” ou, de Heréticos. Com o Concilio de Nicéia, em c. 330 dC. os cultos Gnósticos foram definitivamente proibidos pelo Catolicismo que, então, já era a Religião Oficial, com poderes para tal proibição.
GNOSE é o termo grego “Gnoses” que significa em sentido literal “Conhecimento. Na História das Religiões é utilizado como rótulo do conjunto das doutrinas “heréticas” que durante os séculos II e III dC. ameaçaram romper a unidade do Cristianismo que fora imposta pelos Concílios e pelo progressivo poder que a Igreja foi amealhando no correr do tempo.
Em essência, Gnose é o ato de afirmar a possibilidade de que a “Salvação” decorra do Conhecimento (intelectual, racional) das coisas religiosas, sem que haja a necessidade de existir a “Graça” ou o “Favor” divino.
Com o tempo, esse vocábulo passou a significar o “Conhecimento Esotérico (reservado apenas aos estudiosos dos saberes místico-religiosos) e Perfeito” das Coisas relacionadas à divindade. Saber que proporcionaria a explicação sobre o “Sentido Profundo” de todas as Religiões, no sentido de “re-ligações com Deus”. Em outros termos: o Conhecimento das Coisas Religiosas em níveis superiores ao conhecimento dos crédulos e fiéis das Igrejas tradicionais.
Na atualidade, a partir do livro de RAYMON RUYER (1904/1987, filósofo francês), intitulado “LA GNOSE DE PRINCETON”, lançado em 1974, vários astrônomos, físicos e biólogos passaram a se considerar Gnósticos e partiram em busca de um Saber mais elevado, que deverá desaguar em tal Sabedoria que protegerá toda a Humanidade dos perigos acarretados pela “Civilização Industrial” e dos decorrentes do “Excesso de Informações”, as quais, ao cabo, afogam o individuo em noticias truncadas, superficiais e incompletas. Quando não, mentirosas. É uma avalanche que afoga o sujeito, ao invés de instruí-lo e desenvolvê-lo. Os Gnósticos também desconfiam das “Ciências Humanas” e, particularmente, das Espiritualidades falsas e, até, imorais e criminosas.
A Sabedoria gnóstica é a conseqüência de uma Ontologia (O Ser, ou O Existir por si, sem qualquer atributo) que dispensa qualquer qualificação, e, claro, qualquer Matéria. Para os adeptos, as Categorias Explicativas que pretendem desvendar o Mecanicismo* são obsoletas; as Causas (os motivos) mecânicas deveriam ser substituídas por “Causas Informacionais”, pois é através da informação correta, de um modelo de percepção exato e do uso correto da memória que os Homens representarão (ou imaginarão) para si próprios, as ligações que existem no Universo.
Acreditam, pois, numa outra dimensão invisível da Realidade; em Algo que está além do Tempo e do Espaço e em uma Divindade Única que, no entanto, não se limita em um único SER. É uma Força ou Energia que a tudo permeia, estando em cada átomo de tudo que existe. É, deveras, um Deus Panteísta, que mais que um SER preocupado com a conduta humana, é o que dá vida e subjaz tudo que existe no Cosmos.
São crenças, de fato, não muito populares. Já vimos alhures que a figura de um Deus Justiceiro e Provedor atende muito bem à carência humana e todas as idéias que vão contra essa “imaginaria proteção” pagam certo preço.
É certo que a tais doutrinas não se chega sem os devidos estudos e a conseqüente evolução intelectual, o que relativiza e minimiza essas criticas e objeções; mas para os Gnósticos é sempre necessário insistir para se adquirir esse Conhecimento Superior que paira sobre as crendices e sobre as limitações humanas. É preciso, pois, a Sabedoria Gnóstica.
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