CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

Prólogo

Há algum tempo que havia despertado em mim o desejo de escrever sobre uma etapa muito importante da minha vida. Este desejo permaneceu como que adormecido em mim, até que há uns meses atrás surgiu alguém muito especial na minha vida que me encorajou e apoiou delicadamente a tentar escrever e partilhar esta fase da minha vida.

Aos 16 anos, era um adolescente comum a muitos outros, cuja vida se passava essencialmente entre a casa e a escola. Era daqueles alunos aplicados e empenhados em obter bons resultados escolares, que gostava da conviver e ajudar os colegas da escola, aproveitando ao máximo todo o tempo que passava na escola.
Era um rapaz tímido e algo reservado principalmente na abordagem com as raparigas, apesar de ser bastante sociável com as minhas colegas, ainda não tinha despertado em mim aquela curiosidade natural para os namoros da adolescência, preferindo o convívio com os meus amigos, ocupando uma grande parte do meu tempo livre com o desporto, sobretudo praticando futebol.

A minha simples e humilde existência conheceu um rumo diferente aos 17 anos. O dia do meu aniversário fica marcado pela tarde passada no corredor das urgências do hospital. Após várias horas de espera, fui observado pela equipa médica de serviço, realizei uns exames médicos e foi-me dito para voltar na segunda-feira a fim de realizar mais exames ao joelho direito.
Havia já algum tempo que o meu joelho direito não respondia da melhor forma quando sujeito ao exercício físico. Há umas semanas atrás, no mesmo hospital, já me havia sido diagnosticado uma simples tendinite, mas as dores continuavam após o tratamento indicado.
Na segunda-feira, no lugar de me deslocar para a escola, dirigi-me sozinho para o hospital. Na recepção foi-me indicado o 10º Piso – Ortopedia. Depois de uns minutos à espera, dizem-me que, afinal, vou ser internado. Nem queria acreditar…
Na manhã do dia 11 de Janeiro de 1999, era internado no piso 10 do Hospital de Guimarães. Estive naquele local cerca de um mês, onde, após vários exames e uma biopsia, não tiveram a ousadia de me conseguirem explicar qual a doença de que padecia. Perante tamanha falta de profissionalismo, assinei o termo de responsabilidade e abandonei aquele lugar. Entrara pelo meu próprio pé, mas apenas consegui sair com o auxílio das canadianas.

Submited by

quarta-feira, setembro 24, 2008 - 10:53

Prosas :

No votes yet

admin

imagem de admin
Offline
Título: Administrador
Última vez online: há 20 semanas 4 dias
Membro desde: 09/06/2010
Conteúdos:
Pontos: 44

Comentários

imagem de zizo

Re: Prólogo

São estes casos que nos fazem pensar que uma agrura pode ser algo que pode incapacitar, pode ser pior do que pensamos, pode levar a situações limite.
Há que olhar para a vivência com luz nos olhos e esperança no coração para que haja sempre amor, afecto, carinho e uma pontinha de sorte.
Abraço

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of admin

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Poesia/Amor O ainda desvario 3 730 03/27/2008 - 16:25 Português
Poesia/Amor Apenas humanos 1 963 03/24/2008 - 15:57 Português
Prosas/Outros O escritor é a sua árvore 1 832 03/20/2008 - 15:05 Português
Poesia/Meditação Dialogo existencial e outras comédias 1 969 03/18/2008 - 00:21 Português
Prosas/Outros O homem sonha, a obra nasce. Deus existe? 2 1.743 03/11/2008 - 21:45 Português