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Dúvida
Quando a miúda que tu querias se foi embora
E te deixou só, sem saberes como se chora;
Quando olhas à tua volta e, assim
De repente, não vês nada a que possas dizer SIM;
Quando pensas na quantidade de coisas boas que vais fazer
E nenhuma delas parece valer a pena ou o querer;
Quando está calor demais, frio demais
Rápido demais, chato demais;
E não vês saída, és um rato
Encurralado e não podes fugir;
Quando te sentes mal, até só, no teu quarto
Sem conseguires chorar ou rir;
E pensas: então é isto que tenho que escolher?
Acreditar em algo com muita força, num Ser
Superior, mesmo que Ele não exista?
E ser feliz mas viver nas nuvens, num sonho?
Ou: ser infeliz na Realidade, terror bem mais medonho?
E ser chamado herege e masoquista?
Ou ter como objectivo uma boa mulher
Que me faça feliz e me dê os filhos que eu quiser?
E ser um génio no emprego, um tecnicista,
Ser protótipo de filmes sado-depressivos alemães
Em que todos sofrem, até os cães.
Então não há mais papéis, mais personagens, mais coisas
Algo que me sirva e satisfaça neste teatro?
Dizem: queres demais, filho, não oiças
Tudo o que a tua mente diz estar certo, és novo ainda.
Não queiras o céu, o Sol, a Lua
Não queiras dinheiro, poder, uma mulher nua, tua
Não queiras aquilo que muita gente diz
Não queiras coisas demais, como ser feliz
Não interessa se para seres feliz tens de ser diferente
Domina-te, não sejas animal, sê como toda a gente.
Da monotonia nasce o tédio, já dizia a mãe do Ferreiro
Quero ser diferente, sem ser último nem primeiro
No meio disto tudo o que mais me custa e faz sofrer
É não saber exactamente o que quero ser
Todos parecem sabê-lo, por eles e por mim
Serei o único a ser assim?
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