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Febre Angelical

Tropas florais na entrada do paraíso,
Um anjo pode ser visto entre flores coloridas,
A primavera já passou, mas posso sentir o cheiro da estação naquele perfume,
Talvez tenha morrido e acordado várias vezes,
Estou ainda meio tonto e sonolento,
Sinto cheiro de canfora e meus olhos ardem,
Ardem, mas não doem,

Sem nada pronunciar os olhos dela estão fixos sobre mim,
Apenas os cabelos se movimentam acompanhando o vento oceânico,
Este que corta cada fio levemente com seu toque divino,

Não posso sentir minhas pernas e nem os meus braços,
Que beleza é essa que me paralisa e me enche de dúvidas?
Um grito engolido e uma lágrima salgada são tudo que tenho a oferecer,
Então aceite e me explique, explique onde estou e quem sou eu agora,
Diga-me sem mais palavras se não mais estou entre os vivos,

Durante minha vida terrestre nada de tão belo havia notado,
A candura e o aspiração sempre foram inimigos pra mim,
Uma mulher agora que me faz despertar o sexo e o amor se apresenta,
Quantas torturas somente podem estar em outra vida,
Não na simples vida de um homem da terra rachada,

Mulher ou anjo loiro de olhos brilhantes me esclareça sem rodeios,
Sou benevolente e nunca fiz mal para merecer uma dúvida assim,
Fui um homem sem paixões, sem graça e sem grana,
E justo agora meus últimos suspiros são suficientes para me enlouquecer,

Com membros estáticos e miolos confusos novamente lhe peço estranha,
Antecipa-me a verdade sobre a origem de sua beleza,
Sou um humano que somente posso descrevê-la vulgarmente,
Me você vejo olhos sinceramente suspeitos e verdadeiramente brilhosos,
Olhar que revela algo que ainda não sei, mas parece belo e puro,

Talvez eu tenha mesmo partido e você é meu anjo da guarda,
Mas quem sabe é apenas um delírio de minha febril situação,
Sua boca que nada pronuncia me faz ser homem selvagem,
Os antepassados primitivos agora aqui se encontram,

A pureza dos olhos se contradiz com o pecado dos lábios,
Não sei mais em qual acreditar, ambos parecem dizer a verdade,
E o cabelo flutuante, quanta perfeição, nada posso dizer sobre seus fios agora,
A maça e a pele lívida escondem o que afinal?

Questiono-me, te questiono, e nada de respostas,
Por favor, me diga como devo chamá-la,
Joana, Maria, Verônica qual seria afinal, me diga mulher angelical?
Já que nada diz chamarei você de Lívia assim como sua epiderme,
Uma pele linda e clara em sua essência,
Então minha bela Lívia, agora te direi sem nada dizer,
Meus olhos, minha face, minha boca e minha paralisia,
Direi que mesmo com seu silencio e seu mistério,
Mesmo sem saber se é anjo ou mulher,
Mesmo com medo de estar morto, doente ou vivo,
Direi minha cara Lívia, que nada sei a respeito de tanta beleza,
Direi que estar estático a questionando é uma desculpa para admirá-la,
Direi que não quero entender mesmo pedindo para compreender,

O homem da terra ainda deseja,
Mesmo velho e no fim da vida ainda deseja,
Ainda sem saber sobre você ainda a deseja,
Não sei se agora sou menino ou velho como há alguns minutos,
O corpo que tenho agora é jovem como nos bons tempos,
E isso me confunde e me coloca em cheque,
Mas é um cheque sem fim triste e uma confusão compreensível,
Afinal se esse for o final não estarei sozinho
Estou como sempre sonhei.

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segunda-feira, dezembro 14, 2009 - 10:17

Ministério da Poesia :

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PoetadeVenus

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