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Escrevo um amor
Para que possa amar.
Escrevo um beijo, uma carícia qualquer.
Uma frase que não disseste,
Um gesto que não tiveste.
Escrevo-te a carne.
Escrevo-te o osso.
Escrevo-te os astros pelos quais te reges,
Escrevo-te crenças e convicções.
E porque não sou pintor, escrevo-te uma côr, seja ela qual for,
Para que te vistas a teu gosto.
Mas tudo isto ainda não chega para te amar.
Decido então escrever uma eventual infidelidade tua e pensar nela,
Escrevo-me um ciúme, um risco de te perder.
Escrevo uma discussão nossa, uma insegurança minha.
Escrevo não te ter.
Escrevo uma terceira pessoa para ter com quem desabafar
Acerca do que se passa connosco.
E como não sou músico escrevo uma música que me lembre de ti,
um odor, um lugar.
Escrevo-me a dôr e já te amo porque me dói.
Mas será que me dói únicamente por te amar!?
De onde veio isto?
Decido então escrever, não ser isto o que quero para mim.
Dizer-te que acabou. Que o meu amor chegou ao fim.
Não escrevo lágrima alguma em teu rosto, seria fogo posto
Pois lembro-me de Camões enquanto partes apressadamente escrita por mim,
Para nunca mais te ler.
Para nunca mais te ter.

Amei-te!?....Talvez...

A poesia, tal como o amor, sustenta a dúvida...
em cada palavra...em cada "Amo-te".

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sábado, fevereiro 20, 2010 - 17:15

Ministério da Poesia :

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