AMOR DE TODAS AS VIDAS I

AMOR DE TODAS AS VIDAS I
(o poeta nu)

Amor eterno o do poeta
Sonhando acordado de terno
Juntando valiosa miséria
De homem desesperado

Inventa amor do nada
Do éter sae a musa amada
Eterna virgem e jovem
Apenas para ser adorada

Nas noites ardentes
Ensaia rituais suicidas
Para que saibam as gentes
Do amor além da vida

Amor de arsênico e chocolates
Plástico amor, coisa da arte
Que lemos e suspiramos
Quando, não raro, desamamos

Amor eterno, o do poeta
Que canta a mulher amada
Em versos de seda
Rosas, voil, fita laçada

Quando despe o fato
Velho, rotundo reflexo
Resta carne cansada
Restam, apenas, versos

Recitados baixinho, oração
Invocando, de Deus, a benção
De mulher real, seios e sangue
Que entenda o homem no poeta. E ame.
 

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Sábado, Julio 23, 2011 - 23:03

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