Primorosa

Paulatinamente, com os olhos acomodados na abóbada, deslizo num véu de tormentos. Sem desarmar o infinito que me persegue, na imensidão de um mundo tão pequeno, tento alcançar a perfeição do fastio…
A inacção e o tumulto, erguem-se nos membros superiores, sem aprimorar e recompor, os delitos cometidos por ter tido neurose de amar…
Cessa a luta, entrevem uma criatura celestial, que me aplaude censurando…
Caio no despenhadeiro, e sem me aperceber, a minha visão arruína-se no divinal. Tento adormecer, com o delírio distinto desse Amor que tanto me intimida, tornando-se alimento para a minha sobrevivência.
 

Ano 2011
Blondie

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Lunes, Agosto 29, 2011 - 10:19

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