“QUANDO SOU RAIZ AO VENTO”
Nas portas loucas e tortas;
Ventos lavram campos mortos…
Pedras secas em águas fartas
Maviosidades, anelos vossos…
Que não fechais a torneira;
Por gota a gota fantasmeia…
Só no ouro malhadeira:
- Farinha!
És da mesma sementeira.
Tal infecto não morreu;
Nas fachadas, ornamento…
Quanto de mim serei eu,
Quando sou raiz ao vento.
***
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Martes, Agosto 30, 2011 - 04:28
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Comentarios
Aplausos
Aplausos! Realmente um poema de verdade! Luz, sombra e mensagem! Ouças meus aplausos à distância, meu caro.
Quando és "raiz ao vento.."
Quando és "raiz ao vento.." nos leva consigo nesse processo inexplicável de emoções, onde os versos se fazem presentes e seus sentimentos transmutados!
Enfim, comentei para dizer quanto aprecio tuas palavras que só faz sentido para os que leêm com o coração puro!
Abraços da StarGirl
Olá Star girl, Sim; o
Olá Star girl,
Sim; o coração puro mas, a mente que viaja por minhas portas, encontra os "campos mortos" as terras abandonadas ( o que acontece em Portugal) onde as vontades se tornam preguiçosas sem o esforço de picar a fome com o suor largado sobre o fruto do alimento. (Pedras secas em águas mortas): Como essa mesmas vontaddes se extinguem sobre a fartura dos supermercados, sobre a troca do dinheiro; para se queixarem que há pouco; que passam mal. - Parecem a sede morrendo com a água a passar-lhe nos pés. - O fechar da torneira pode ser a abertura do fogo com único caminho para dobrar as coisas duras. No ouro; na malhadeira, pode significar a insistência do Mundo em correr para o mesmo lado: O da ganância, da procura do próprio umbigo. Quanto à farinha, são as atitudes, diversas, que pairam com o mesmo destino.
Tal infecto não morreu _ (As guerras e tudo o caminha para elas)
Nas fachadas,ornamento... (Os arranjos falsos e a mentira ornam os passos da mesma)
Quanto de mim serei eu
Quando sou raíz ao vento. _ Quando os olhos vislumbram, calando-se às mediocridades que se abrigam debaixo do mesmo céu.
Tudo isto é um comparar de sentimentos, uma fustração para meditar; pois que é profundo e, de certa forma, critico.
Obrigado por comentares, assim tive a oportunidade de meditar sobre os vários sentidos que aqui postei como resposta, para que posssas assistir a um sentido cultural. Tenho muitos outros trabalhos que não são, por hora, para compreender; sim, para simplesmente navegar, que apenas o tempo dirá quem os ira decifrar.
Muito obrigado por esta oportunidade.
Beijinhos.