Provas reais das contas onde os dedos se perdem
Atingi um padrão, nas linhas percorridas da vida.
Ainda não vivi muito, no entanto tudo o que vivi já é uma soma avultada de somas, diminuições, multiplicadas por instantes longos e breves. Também já dividi e fiz provas reais das contas onde os dedos se perdem…
Aprendi as letras e as palavras.
Nascemos e crescemos para estarmos juntos, para fazermos parte da sociedade: a sociedade que é imensamente v...asta e diversificada.
Compreendi que todos somos uma forma e um pedaço do universo…aprendi a entender o ser humano tal como é…não gosto de julgar porque não sou doutorada para tal…
Tem sido assim, a minha relação como o ser humano, aceitar.
No entanto, descobri que existem seres humanos, que não querem ser aceites, mas sim bajulados, colocados num altar onde comandam.
Tudo isto não será novidade!
Nestas linhas, onde divago o pensamento, o que mais me estranha é o disfarce de humildade com que se apresentam…os sorrisos impotentes e as inverdades com que se alimentam…sim, com que se alimentam! Porque na globalização em que me incluo, ainda creio, que a verdade se destaca e tarde ou cedo chega.
Quando lhe fecham uma janela uma porta se abre, e por uma nesga escorrega, essa verdade que fica límpida perante o olhar.
Mas o total espanto, se fosse um prémio que estivesse em jogo, iria para a forma matreira, com que esses jogam com os outros, julgando apenas serem os únicos donos da inteligência e negligenciarem a inteligência que outros contém na verdadeira humildade, aquela que pensam não existir, porque neles não a deixam florir.
Perguntarão se estou zangada?
Não, não estou, porque há muito que me habituei a dizer adeus sem palavra e a não julgar…alimento a esperança, que um dia todos assim sejam…inocência a minha, será? Mas é com ela que sou feliz.
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