Miragem sem sede

Nos recortes da montanha
Vagarosamente a neblina escala,
Oscila nos penedos, sem medo
No cume de cada memória,
A seiva verde aflora
Desfaz-se em nevoeiros,
No vento que intercepta a luz
Sol da madrugada,
Aquietados sentidos.

Entre muralhas onde se senta o pó,
Inventamos a vida,
Desce a chuva
Cálices refeitos.

Dois olhos se cruzam no alto…
Deserto chão
Miragem sem sede…
Talvez um recomeço…

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Miércoles, Junio 17, 2009 - 15:50

Poesia :

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AnaCoelho

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Comentarios

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Re: Miragem sem sede

Inventamos a vida em belas miragens...e mesmo sem sede o corpo escala entre neblinas no desejo de ver o brilho do sol mais de perto
Mto bom
Bjos

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Re: Miragem sem sede

É gosto de ler a seiva da tua escrita...

beijo

breizh

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