Volátil - Parte II de III

                       

                           Parte II - Despedida

 

A cadeira range, como a porta pouco oleada tombada aos teus pés,
quando ainda é tempo de suster a respiração, dobrar os joelhos,
rodar as pálpebras em eclipse, distender o som nos tímpanos,
calibrar a crosta dura das tempestades para não quebrar a íris,
outrora fantasia, agora obsoleta câmara de gás mortal.

 

Lembrar-me das cortinas circulares com que me olhaste a última vez,
frias, distantes, foi como fazer marcha-atrás na engrenagem do coração.
Nem estrelas brilhavam ainda no céu - era véspera de Natal -
e mais uma vez o estado de espírito trazia a melancolia e a revolta
de pensar-te, de seguir com água no rosto os teus passos a afastarem-se.

 

                                          (...)

 

                                    rainbowsky

 

Nota: Parte I - http://worldartfriends.com/pt/club/poesia/vol%C3%A1til-parte-i-de-iii

         Parte III - http://worldartfriends.com/pt/club/poesia/vol%C3%A1til-parte-iii-de-iii

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Martes, Noviembre 22, 2011 - 18:29

Poesia :

Su voto: Nada (2 votos)

rainbowsky

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Comentarios

Imagen de Odete Ferreira

Este poema

Este poema supera o que pudesse dizer....Originalidade no sentido conferido  a alguns termos, entrosados com a temática dorida!

Admiro a tua especificidade na  escrita, Gosto de surpresas talentosas!

Bjo, jovem amigo :)

Imagen de SuzeteBrainer

Poema grandioso!! Tocou-me

Poema grandioso!!

Tocou-me profundamente. Esse teu poema penetra a nossa alma,é  impossível não se emocionar e não ficar encantada...

Abraço smiley

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