A Sedução da Noite
Tanto clarão que nestas trevas refulgiu,
morreram-me uns poucos medos ao ver assim tanta luz.
Depois, veio a noite e de novo me seduziu,
com seu manto espesso que sempre me seduz.
Quisera eu ser filho deste pó leve de claridade,
seria mais da cor que ilumina os seres maiores.
Mas ai de mim, infeliz vivo fechado em saudade,
no escuro morredoiro dos meus dissabores.
Este poema é de mágoas, dores, ansiedade e desgosto.
Não é coisa de lume forte, esperançoso e colorido.
Tanto clarão, e nem um só que me alumie.
Ai de mim, seduzido por um negrume sem rosto,
que me valham os poucos medos fugidos do sentido,
pois não tenho luz mais forte que me sacie.
Casimiro Teixeira
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Miércoles, Enero 4, 2012 - 16:32
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