Excesso

Unificar
Desmistificando
Contornar as divisões assumidas e consumadas
Base de um plano mais vasto transversalmente elaborado
Sobre nuvens dispersas e águas titânicas moldando a rocha
Nem tudo se sabe
Num passado recente diziam os sábios que estávamos no centro do universo
A Terra seria plana
O sol girava a nossa volta
Os mais sagrados conceitos foram gradualmente postos em causa
Formaram-se novas ideias
Destacando a unidade
Enigmas descodificados
Mas não totalmente
Sabemo-nos detentores de um organismo complexo
Somos matéria
Composta de células e átomos
Que uns de pouco servem sem os outros
Este corpo físico identificado pelo espelho é apenas uma parte do que somos em verdade
Deixamos no entanto que quase sempre assuma o controlo
Fazendo dele o único templo
Cedendo compulsivamente a necessidades e desejos mais frequentes
A ele nos rendemos
Neutralizados pelo hábito
Ignorando o livre arbítrio
Desvalorizada qualquer alternativa
Existiu sempre uma vertente da história por explicar
Misteriosa essência
Origem da vida
Sem forma
Não conseguiu o homem conceber ainda o processo mais alargado que o determina
Refugiado agora na farsa de uma crise financeira
Neste tempo de dúvida
Sobre tudo e sobre nada
Reconhecida a falência energética deste regime fraudulento e economicista
Insuficiente
Porque em contraste com o que desde sempre nos move
Ergue-se lenta mas efusivamente a humanidade
Para outro ponto de partida
Excecionalmente
Confirmando a regra

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Martes, Abril 10, 2012 - 22:43

Poesia :

Su voto: Nada (1 vote)

VanZen7

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Comentarios

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Dispersas águas, vertentes

Dispersas águas,

vertentes refugiadas em farsa.

Partidas em falência, como a liberdade que o poema desamarra.

reconhecido.

Abraço

:-)

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