(Des)Crenças

Seja qual for para mim toda religião
De papel e metáforas é um mero punhado:
O vazio, o completo, o pequeno, a imensidão,
Deus, em réles definição enclausurado...

Se não vemos girar tudo ao nosso redor
Ainda cremos em nossa vil grandiosidade
E assim esquecemos que há no céu o que há de pior,
Que crueldade é combatida com tal crueldade.

Que se não me ajoelho é p'ra andar com o Capeta
Então aprendi, que Deus é um megalomaníaco.
Depois entendi e disse, tal somos nós poetas
Prepotente: o Homem é o único real demoníaco!

Não interessa se boa ou má toda pessoa,
Se de lá nunca veio, um dia será do barro
E dali sendo se foi má com pessoas boas
Dos filhos sentirá na face ao chão o escarro.

Nunca houve quem quisesse lavar-me os pés,
O que não dá razão a julgamentos tão duros,
Contudo por nas pessoas ter lá minha fé
Se ao inferno eu for que eu leve o coração puro!..
30 de maio de 2012  -  00h 08min

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Miércoles, Mayo 30, 2012 - 16:53

Poesia :

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Adolfo

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