“Tempestade no olhar”

Nos olhos, de encontro à vida
As denúncias por falar
Que os lábios não queiram soltar
Tal momento que o diga

Um gesto, simples, anseia
O brilho da palavra convertida
Em cânticos, sem voz prometida
Aos olhos, de toda a maneira

Um abraço, que se maneie,
Sobre o silêncio das noites
Mais empurradas de açoites
No peito, pérola que incendeie

Aquando se empunha a dor
Que a boca não pode falar
Mas nos olhos, em seu olhar
São ganas, aromas de flor

             ***
 

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Jueves, Junio 21, 2012 - 23:42

Poesia :

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antonioduarte

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