LOUCURA VIVA




Loucura viva

 

 

O meu frio louco

Pesa tão pouco,

Eleva-se e vai,

Onde ninguém vai,

Só eu é que sinto,

E por isso não minto,

Que sinto frio,

Apenas me queixo,

Mas não deixo,

Que ele me arrefeça,

E até me impeça,

De bater o coração,

E de dizer não,

Ao frio que me quer,

Tanto arrefecer,

Não me deixo sucumbir,

Tenho de fugir,

Para aquecer,

O meu corpo despido,

Que tem vivido,

Há tanto tempo,

À chuva e ao vento,

À espera do Verão,

E depois ergo a mão

Com um V de vitória,

À minha memória,

Que me faz pensar,

E às vezes chorar,

Mas também me faz rir,

Para me divertir,

Esquecendo o frio louco,

Que me pesa tão pouco,

Quero suportá-lo,

E também levá-lo,

Comigo para o tempo,

Sem um lamento,

Porque sinto frio ou calor,

Estou vivo, tenho amor,

Para dar e aquecer,

Quem o quiser receber,

Fico satisfeito,

Porque do frio me queixo.

 

 2012-Estêvão

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Domingo, Agosto 5, 2012 - 13:29

Poesia :

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José Custódio Estêvão

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Comentarios

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E treme o queixo de tanto

E treme o queixo de tanto frio!

Gostei ((:

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poema

Sentir o frio, o calor, a chuva e o vento é dar graças a Deus por estarmos vivos e nunca nos queixarmos.
Um abraço
Estêvão

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POEMA

Olá Adolfo!

Os pensamentos devem ser registados para não se perderem no tempo, sejam eles qualificados de bons ou de maus. Presos não devem ficar.

Obrigado

Um abraço

Estêvão

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Também concordo contigo, pro

Também concordo contigo, pro despeito de um dos mais antigos inscritos aqui no site que disse-me uma vez que só devemos poetar sobre "coisas boas"...

Até mais! ((:

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