ANTES SER DO QUE PARECER

ANTES SER DO QUE PARECER

 

Um homem precisa de viajar por sua conta e risco,

Não por meio de histórias, livros ou imagens,

Precisa de olhar a realidade das suas paisagens,

E sentir a cor do vento do seu ambiente arisco.

 

Precisa de viajar por si, com seu olhos e com seus pés,

Para um dia entender a realidade e o que é próprio e seu,

Que a própria Natureza, sua linda mãe lhe ofereceu,

Correndo e acreditando nos seus horizontes de lés a lés.

 

Conhecer o frio, para desfrutar do seu próprio calor,

Sentir a distância e o desabrigo, para estar bem consigo,

Sentir à sua volta o grande calor de um verdadeiro amigo,

Para dar à sua linda mãe Natureza o seu devido valor.

 

Sentir a distância para dar valor ao seu próprio tecto,

Precisa de viajar para lugares que não conhece,

Precisa de saber o que nos outros lugares acontece,

Dando de si próprio, o seu próprio sentimento de afecto.

  

Precisa de quebrar as correntes da sua enorme arrogância,

Que lhe faz ver o mundo à sua volta como imaginamos,

E não com o sentimos quando os nossos olhos fechamos,

Para lhe darmos a sua devida e enorme importância.

 

Precisa de ver o mundo onde vive, como é ou pode ser,

Que nos professores e doutores de coisas que não vimos,

Que nos leva a querer saber muito mas fingimos,

Que somos o que não somos, desde que se nasce até morrer.

 

Devemos ser sempre alunos do que não conhecemos,

E não fingir sempre o saber daquilo que ignoramos,

Para sermos sempre sábios naquilo em que trabalhamos,

E sentirmos sempre o saber pouco do que conhecemos.

 

2007-Estêvão

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Jueves, Septiembre 20, 2012 - 09:46

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José Custódio Estêvão

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