LENDA INVENTADA

Lenda inventada

 

Naquela aldeia distante, dos Pés Sujos,

Onde habitam grandes e valentes marujos,

Olham o grande manto azul do mar,

Como um adversário sempre ameaçador,

Mas é nele que depositam o seu grande amor,

E todos os dias o querem abraçar.

 

A história que tenho para contar,

É de dois marujos que queriam pescar,

Mas o mar não lhes dava tréguas,

Empurrado pelas investidas do vento,

Os impediam de ir buscar o seu sustento,

Para lá das sombras de muitas léguas.

 

Pediram a Deus que mandasse a bonança,

Para lhes devolver a esperança,

Que estava quase perdida,

Por verem os filhos chorar de barriga vazia,

O mar revoltado nada lhes dizia,

Desesperados os afastava da sua lida.

 

Gritaram com toda a força para o alto temporal,

Que se acalmasse e pusesse um ponto final,

Na sua revolta de que não sabiam a causa,

Na praia deitaram – se e choraram,

As suas lágrimas para o mar escorregaram,

Dormiram e ao acordar o mar fez uma pausa.

 

A esperança que estava perdida voltou,

O seu grande desespero acabou,

Sulcaram o mar com a sua embarcação,

Deitaram as redes e que grande pescaria,

Fizeram naquele lindo dia,

A aldeia inteira mostrou admiração.

 

Toda a gente gritava, foi milagre,

Que Deus os abençoe e os consagre,

Como valentes e honrados homens da aldeia,

Dos Pés Sujos que ficou na sua história,

Nunca mais saiu da sua memória,

Os dois pescadores desta odisseia.

 

 

 

Tavira, 02 de Abril de 2009 - Estêvão

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Lunes, Diciembre 10, 2012 - 11:19

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José Custódio Estêvão

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