VIDAS DERRAMADAS




Vidas derramadas

 

 

 

Tantas e tantas vidas derramadas,

Que se perdem nas suas caminhadas,

Perderam os sonhos no seu tempo,

Sem sentirem no seu rosto o vento,

Da esperança que nunca encontraram,

E pelo caminho da vida assim ficaram.

 

Na sua vida, cedo criaram a sua própria morte,

Vaguearam pelo tempo e nunca encontraram a sorte,

Hediondo foi o seu passado e sem porvir,

Sem mãos de ajuda e sem sentir,

Que do seu destino, perderam – lhe o rasto,

Em troca ficaram com um presente nefasto.

 

Ter vida derramada no tugúrio da pobreza,

É ter a alma demolida por uma vil tristeza,

Sentir a vida ser olhada com desdém,

Pelo olhos indiferentes de alguém,

Que deita fora as suas sobras para a terra comer,

E deixa uma alma humana a morrer.

 

De barriga cheia nunca se pensa na fome,

Nem nas feridas de quem nada tem e consome,

A esperança que era muita e ficou demolida,

Pelas borrascas e tormentos da vida,

Olham, não pensam e apenas julgam,

Pela aparência do ser e nada ajudam. 

 

Sacos cheios de vida e de fracasso,

Encontram – se todos dias passo a passo,

Nos passos de quem passa e não repara,

Nos olhos da tristeza que não se compara,

Com as sombras vaidosas arrastadas pelo chão,

Mas todas sentem as badaladas do coração.

 

 

 

  

Tavira, 23 de Julho de 2009 – Estêvão

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Sábado, Diciembre 22, 2012 - 12:31

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José Custódio Estêvão

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