DESABAFOS




Desabafos

 

Hoje não tenho cabeça para pensar,

Nem sequer para me alegrar,

Tenho a cabeça a doer e não sei a razão,

Só sei que não tenho hoje uma musa,

Nem vontade, tenho a mente confusa,

Até me dói o meu querido coração.

 

Acordei assim, muito sonolento,

Quase não consigo mostrar – me ao vento,

Nem sequer sei o que devo fazer,

A manhã não me está a ser famosa,

Estou a senti – la um pouco acintosa,

Quase não consigo nem ler nem escrever.

 

Teimosamente quero aqui fazer as queixas,

E deixar aqui todas as minhas deixas,

Desabafar apenas escrevendo,

Para que fique mais de espírito aliviado,

E o que ele sente fique aqui gravado,

E, ao mesmo tempo, eu vou lendo.

 

Falar, neste momento não tenho com quem,

Mas não me apetece falar com alguém,

Quero estar só para me ir queixando,

Para mim mesmo nesta minha paz,

Deixando aqui as mágoas de que sou capaz,

Enquanto a minha alma se vai libertando.

 

A pouco e pouco e à medida que eu escrevo,

Até parece que vou acordando e já me atrevo,

A pensar com muito mais clareza,

A minha mente parece que se vai soltando,

Lentamente do mal que vinha pensando,

E mansamente vou deixando a minha tristeza.

 

Ao acabar este meu triste poema,

Espero acabar com este meu dilema,

E libertar – me desta razão que não é razão,

Para acordar assim neste meu desvario,

Pois nas minhas forças eu ainda confio,

Vou libertar – me de vez desta minha perturbação.

 

 

Tavira, 21 de Outubro de 2010 - Estêvão

 

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Sábado, Marzo 9, 2013 - 11:35

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José Custódio Estêvão

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