V IGÍLIA

Vigília

 

 

Se não quiseres vencer o teu inimigo junta – te a ele,

Nunca dispas a tua pele nem vistas a dele,

Debaixo do teu olho nunca o deixes escapar,

À mínima oportunidade ele te pode matar.

 

Manter o inimigo à distância nunca o deves fazer,

À distância, ele tem sempre hipótese de se esconder,

É muito melhor tê – lo sempre na tua companhia,

E assim, certamente, o podes ter sempre de vigia.

 

O teu inimigo longe de ti pode custar – te a vida,

Pois ela será sempre por ele perseguida,

Pois enquanto o puderes ter sempre por perto,

Pelos teus olhos ele pode estar sempre coberto.

 

Se o teu inimigo, conseguires transformá – lo em amigo,

É pelas tuas atitudes e pelas palavras do teu siso,

Mas, cuidado, ele pode estar sempre a fingir,

Não te esqueças, ele é humano, sabe muito bem iludir.

 

Só saberás se o teu inimigo se transformou em amigo,

Se ele te salvar a vida quando estiveres em perigo,

Aí sim, podes confiar nele de certeza,

Conseguiste fazer do teu inimigo amigo, tiveste nobreza.

 

 

 

Tavira, 3 de Outubro de 2010 – Estêvão

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Jueves, Abril 4, 2013 - 08:53

Poesia :

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José Custódio Estêvão

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Comentarios

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uma visão romântica do termo

uma visão romântica do termo inimigo.
à cautela o melhor é não ter nenhum.

Saudações!!

_Abilio

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POEMA

Sem dúvida amigo Abílio, tem toda a razão, mas o pior é que não os conhecemos e podemos ser abraçados por algum com uma faca nas costas.
UM abraço
Estêvão

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