Ilíada

Eu sei que deveria, mas não consigo reter
a lágrima que choro por Heitor, "o domador de cavalos".
A mesma lágrima que nunca não consegui sustar
por homens que são apenas homens
e que caem esmagados pelo peso de Aquiles deuses.

O choro pelo comuns, pelos vulgares Fabios de tantos nomes,
desprovidos da pomposa glória do Olimpo de Zeus.
O pranto pelos que me são iguais, cuja Tróia de todo dia,
custa-nos a morte repetidas mil vezes.

A morte miúda e ainda assim tão amarga,
quanto são as mortes indesejadas de nós outros,
pobres "Heitores" cujos corpos perdem as almas
por indevidos atos de tantas Helenas e tantos Páris.

A morte de nossas Cidades-Pátrias-Casas,
violadas por Gregos Cavalos de Odisseu,
no útero da frágeis muralhas
que Homero ainda nos permitia.
A morte do homens
que choram por si.

                            Referência à obra "A Ilíada" de Homero.

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Sábado, Mayo 18, 2013 - 16:01

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fabiovillela

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