Solitude

agora que me reencontrei
não quero perder-me novamente
sempre me tive inteira

no alto do abacateiro
estudando para a prova de geografia
(cada rio e afluentes tinham uma cor diferente)
escondida atrás do toco,
ou quando pulava a cerca
a perambular pelas ruas
para livrar-me de uma surra
sempre me tive inteira

a quem reclame da solidão
ela é minha maior riqueza
não posso lhe dar o que não tenho
e tudo que tenho você pode ter

com a porta do coração trancada
(para garantir minha solidão)
estou cá do lado de fora
mas não vejo grande coisa
nessa grande metrópole
ouço sons que desagradam,
os cheiros tapam-me as narinas
queimam a garganta
e a sinusite já não permite
que eu levante os olhos
sem franzir a testa.

desgosta-me o que vejo
irrita-me o que escuto

estar só comigo mesma
é tudo o que mais quero
quantas e quantas vezes
desejei ser uma ermitã
viver a esmo,
cheia de idéias vãs
morar numa cabana
comer palmito e banana
nunca ter que passar roupas
sem hora para acordar
nem contas para pagar

quero a paz de um riacho com sua melodia e perfume
quero o cheiro da relva repleta de vagalumes

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Viernes, Julio 17, 2009 - 02:14

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Nicast

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Comentarios

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Re: Solitude

Bom poema!!!

:-)

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Re: Solitude

"Quero a paz de um riacho com sua melodia e perfume!
Quero o cheiro da relva repleta de vagalumes!"

Gostei muito...

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