Às Margens do Rio Paraguai
Em um dos lugares mais bonito da terra
Às margens do Rio Paraguai formoso
Ergue-se a princesinha,
Cáceres, de sonho tão ditoso.
Uma cidade bicentenária
De histórias e lendas sedutoras
Que abriga em seu seio as diferentes famílias
Que dessa sociedade são construtoras.
Casarões antigos retratam o passado
De pessoas que aqui lutaram para essa construção
Contrastam com o moderno
De mentes que fazem a revolução.
O pôr-do-sol no cais
É um espetáculo feito pelo criador
Onde os poetas e pensadores
Registram suas histórias de muito valor.
Ao olhar a destruição que fazem contigo
Os olhos choram a tristeza
De uma sociedade ambiciosa
Que só pensam construir a beleza.
Mas, que pensando costruirem, destroem
As belezas que existem em ti
Modificando, de forma predatória,
Tudo que foi construido aqui.
A Ponte Branca já não existe mais.
Pois, foi destruida sem piedade
Ela que contava grande história da cidade
Hoje, deixa apenas saudade.
Até quando o homem moderno
Que se diz civilizado e progressista
Vai destruir as belezas de ti
Por um ideal narcisista?
Obs: Este poema surge da indignação pela destruição das nossas belezas naturais. É um apelo, um grito de alerta.
Odair José
Poeta e Escritor Cacerense
http://odairpoetacacerense.blogspot.com
http://cinehistoriaojs.blogspot.com
Submited by
Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 5187 reads
Add comment
other contents of Odairjsilva
| Tema | Título | Respuestas | Lecturas |
Último envío |
Idioma | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Pensamientos | Apologia ao conhecimento II | 7 | 417 | 03/06/2026 - 21:17 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | Agora vou dizer | 7 | 264 | 03/06/2026 - 21:12 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | Todas as vezes que olho pra você | 7 | 465 | 03/05/2026 - 23:47 | Portuguese | |
| Poesia/Pensamientos | Apologia ao conhecimento I | 7 | 270 | 03/03/2026 - 01:27 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | Sem garantias | 7 | 435 | 03/01/2026 - 13:04 | Portuguese | |
| Poesia/Soneto | Um eco em velha história | 7 | 373 | 03/01/2026 - 12:59 | Portuguese | |
| Poesia/Meditación | Aquilo que o tempo revela | 7 | 483 | 02/28/2026 - 22:03 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | Um segredo antigo | 7 | 1.992 | 02/21/2026 - 13:33 | Portuguese | |
| Poesia/Pasión | Teu olhar não pedia devoção | 7 | 1.462 | 02/21/2026 - 13:27 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | Quando falo de você | 7 | 194 | 02/21/2026 - 13:22 | Portuguese | |
| Poesia/Pensamientos | Poética da euforia | 7 | 449 | 02/16/2026 - 12:18 | Portuguese | |
| Poesia/Meditación | Vadio | 7 | 383 | 02/15/2026 - 12:46 | Portuguese | |
| Poesia/Pasión | O desejo que me habita | 7 | 312 | 02/12/2026 - 21:12 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | Um amor que nasce no teu olhar | 7 | 442 | 02/12/2026 - 21:09 | Portuguese | |
| Poesia/Desilusión | Luta silenciosa | 7 | 356 | 02/12/2026 - 21:05 | Portuguese | |
| Poesia/Desilusión | A solidão não grita | 7 | 296 | 02/11/2026 - 01:12 | Portuguese | |
| Poesia/Desilusión | E amo em silêncio | 7 | 302 | 02/11/2026 - 01:06 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | Quando acordo antes de ti | 7 | 515 | 02/11/2026 - 01:01 | Portuguese | |
| Poesia/Desilusión | Mesmo depois do adeus | 7 | 243 | 02/09/2026 - 23:43 | Portuguese | |
| Poesia/Desilusión | O coração hesitou | 7 | 200 | 02/09/2026 - 23:39 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | Não será apenas um sorriso | 7 | 266 | 02/09/2026 - 23:35 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | O que quero e não consigo dizer | 7 | 486 | 02/04/2026 - 19:57 | Portuguese | |
| Poesia/Intervención | Mudar não é incoerência | 7 | 276 | 02/04/2026 - 19:52 | Portuguese | |
| Poesia/Meditación | Quem não tem asas | 7 | 351 | 02/04/2026 - 19:49 | Portuguese | |
| Poesia/Pasión | Inteiro no mesmo desejo | 7 | 351 | 02/02/2026 - 18:27 | Portuguese |






Comentarios
Re: Às Margens do Rio Paraguai
Mostra a destruição que a famosa construção do homem, faz com a natureza, tudo vira pura destruição.
Uma linda poesia ecológica e deperservação.
Parabens.
Re: Às Margens do Rio Paraguai
Fantástico, o que fazes com as palaras...
De facto é lamentável o que se faz ou desfaz na terra que nos acolhe
Gostei do teu carinho
Beijos
Dolores
Re: Às Margens do Rio Paraguai
perfeito, devemos todos nós conservar as nossas belezas naturais, gostei imenso, parabens
Re: Às Margens do Rio Paraguai
Caceres linda e amada... Que saudades sinto de ti... Estou longe pra poder tratar-me da saude, mas de Caceres jamais esquecerei nao!
Sinto falta tambem do coreto da praca Barao... (Ja nao existe mais...) E as fazendas Facao e outras... Com seus lindos casaroes... Falta a conservacao!
Caceres e Rio Paraguai um amor sem fim! (leia Odair eu que fiz) Estou com saudades da terra onde nasci. Abracos...
Re: Às Margens do Rio Paraguai
Mas, que pensando costruirem, destroem
As belezas que existem em ti
Um dos meus favoritos ;-)
Re: Às Margens do Rio Paraguai
Penso que temos que utilizar de todos os meios possíveis para combater a destrução do nosso planeta... a poesia é uma dessas formas.
Re: Às Margens do Rio Paraguai
Aplausos...
:-) Vamos reivindicar :-?
Re: Às Margens do Rio Paraguai
A poesia pode ser um instrumento privilegiado para denunciar a ação predatória sobre a natureza. Poesia com todo sentido.
Parabéns!
Sandra.