Às Margens do Rio Paraguai

Em um dos lugares mais bonito da terra
Às margens do Rio Paraguai formoso
Ergue-se a princesinha,
Cáceres, de sonho tão ditoso.

Uma cidade bicentenária
De histórias e lendas sedutoras
Que abriga em seu seio as diferentes famílias
Que dessa sociedade são construtoras.

Casarões antigos retratam o passado
De pessoas que aqui lutaram para essa construção
Contrastam com o moderno
De mentes que fazem a revolução.

O pôr-do-sol no cais
É um espetáculo feito pelo criador
Onde os poetas e pensadores
Registram suas histórias de muito valor.

Ao olhar a destruição que fazem contigo
Os olhos choram a tristeza
De uma sociedade ambiciosa
Que só pensam construir a beleza.

Mas, que pensando costruirem, destroem
As belezas que existem em ti
Modificando, de forma predatória,
Tudo que foi construido aqui.

A Ponte Branca já não existe mais.
Pois, foi destruida sem piedade
Ela que contava grande história da cidade
Hoje, deixa apenas saudade.

Até quando o homem moderno
Que se diz civilizado e progressista
Vai destruir as belezas de ti
Por um ideal narcisista?

Obs: Este poema surge da indignação pela destruição das nossas belezas naturais. É um apelo, um grito de alerta.

Odair José
Poeta e Escritor Cacerense

http://odairpoetacacerense.blogspot.com
http://cinehistoriaojs.blogspot.com

Submited by

Lunes, Agosto 24, 2009 - 15:01

Poesia :

Sin votos aún

Odairjsilva

Imagen de Odairjsilva
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 2 días 3 horas
Integró: 04/07/2009
Posts:
Points: 21280

Comentarios

Imagen de marialds

Re: Às Margens do Rio Paraguai

Mostra a destruição que a famosa construção do homem, faz com a natureza, tudo vira pura destruição.
Uma linda poesia ecológica e deperservação.
Parabens.

Imagen de ÔNIX

Re: Às Margens do Rio Paraguai

Fantástico, o que fazes com as palaras...

De facto é lamentável o que se faz ou desfaz na terra que nos acolhe

Gostei do teu carinho

Beijos

Dolores

Imagen de HaiderChaby

Re: Às Margens do Rio Paraguai

perfeito, devemos todos nós conservar as nossas belezas naturais, gostei imenso, parabens

Imagen de martagreen

Re: Às Margens do Rio Paraguai

Caceres linda e amada... Que saudades sinto de ti... Estou longe pra poder tratar-me da saude, mas de Caceres jamais esquecerei nao!
Sinto falta tambem do coreto da praca Barao... (Ja nao existe mais...) E as fazendas Facao e outras... Com seus lindos casaroes... Falta a conservacao!
Caceres e Rio Paraguai um amor sem fim! (leia Odair eu que fiz) Estou com saudades da terra onde nasci. Abracos...

Imagen de Tiger

Re: Às Margens do Rio Paraguai

Mas, que pensando costruirem, destroem
As belezas que existem em ti

Um dos meus favoritos ;-)

Imagen de Odairjsilva

Re: Às Margens do Rio Paraguai

Penso que temos que utilizar de todos os meios possíveis para combater a destrução do nosso planeta... a poesia é uma dessas formas.

Imagen de KeilaPatricia

Re: Às Margens do Rio Paraguai

Aplausos...

:-) Vamos reivindicar :-?

Imagen de Isabor

Re: Às Margens do Rio Paraguai

A poesia pode ser um instrumento privilegiado para denunciar a ação predatória sobre a natureza. Poesia com todo sentido.
Parabéns!
Sandra.

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Odairjsilva

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Desilusión Febre mansa 7 1.654 05/04/2025 - 13:00 Portuguese
Poesia/Desilusión Esperança e vontade 7 709 05/03/2025 - 12:56 Portuguese
Poesia/Intervención O que realmente importa? 7 10.417 05/02/2025 - 13:31 Portuguese
Poesia/Pensamientos O tempo é espelho 7 1.888 05/01/2025 - 12:33 Portuguese
Poesia/Amor Não é rebeldia 7 921 04/30/2025 - 20:13 Portuguese
Poesia/Amor Quando amar é um crime 7 2.731 04/29/2025 - 19:19 Portuguese
Poesia/Meditación O outro lado da História 7 1.755 04/28/2025 - 19:57 Portuguese
Poesia/Pensamientos A memória do meu futuro 7 1.782 04/27/2025 - 13:40 Portuguese
Poesia/Amor Alguns encontros 7 1.293 04/27/2025 - 02:36 Portuguese
Poesia/Desilusión Te amar me pesa 7 1.714 04/26/2025 - 01:32 Portuguese
Poesia/Intervención A geração ansiosa 7 1.149 04/24/2025 - 21:31 Portuguese
Poesia/Meditación O Homem que Ninguém Libertou - Parte III - (O Que Veio Depois) 7 2.842 04/23/2025 - 19:16 Portuguese
Poesia/Meditación O Homem que Ninguém Libertou - Parte II - (A Ruptura) 7 1.757 04/22/2025 - 20:17 Portuguese
Poesia/Meditación O Homem que Ninguém Libertou - Parte I - (A Rotina) 7 1.236 04/21/2025 - 16:35 Portuguese
Poesia/Pensamientos Os caminhos da razão 7 2.597 04/20/2025 - 22:11 Portuguese
Poesia/Amor Próximo do infinito 7 1.101 04/20/2025 - 13:25 Portuguese
Poesia/Intervención Indubitável 7 1.319 04/19/2025 - 17:29 Portuguese
Poesia/Alegria Saber viver 7 1.446 04/19/2025 - 12:55 Portuguese
Poesia/Meditación Entre circuitos e silêncios 7 1.451 04/18/2025 - 12:36 Portuguese
Poesia/Meditación Vestígios em ruínas 7 577 04/17/2025 - 13:36 Portuguese
Poesia/Pensamientos Escultor de silêncios 7 1.773 04/16/2025 - 21:20 Portuguese
Poesia/Tristeza Tarde silenciosa 7 495 04/15/2025 - 20:08 Portuguese
Poesia/Desilusión A lembrança dela 7 426 04/14/2025 - 22:19 Portuguese
Poesia/Alegria Nas ruas de terra batida 7 1.699 04/13/2025 - 17:48 Portuguese
Poesia/Pasión Desejo no olhar 7 870 04/13/2025 - 12:37 Portuguese