Aprenda a vencer os seus medos

O pesadelo da noite anterior ainda me perturba
E de meus olhos vermelhos não consigo fugir
O medo da solidão que dilacera o coração
Ainda pulsa em minhas veias o sangue.
Sou a nuvem levada pelo vento
Sem forças para reagir
Sem saber a direção certa do horizonte
Tão distante e irreal aos meus olhos.
Eu até tento esboçar um grito
Que não ouço nem mesmo o eco
Uma lágrima que escorre do rosto
Apaga a maquiagem da noite anterior.
Não chore meu menino, diz uma voz
Como se eu fosse o causador de todo esse mal
O tormento de uma vida vazia
Que pensa ser a solidão o melhor caminho a seguir.
Quem disse que homem não chora
Só poderia não ter passado por essa dor
Que esmaga a alma no mais recôndito
Do vazio existencial de uma vida.
Não vou ficar lamentando o que passou
Nem deixar transparecer a minha fúria
Aprendi a vencer os meus medos
E recomendo você a fazer o mesmo.
De que adianta seguir uma estrada cercada de flores
Se os espinhos insistem em furar os seus pés?
Escale as montanhas sem receio
E veja o sol que brilha do outro lado.
Calo-me diante deste enigmático universo
Do qual não sei muita coisa
E trilho um caminho de descobertas a cada passo
Que dou na busca pelo conhecimento.
Não diga que não posso alcançar os meus sonhos
E que não conseguirei galgar os espaços
Que almeja a minha esperança
Porque eu posso!
Aprenda a vencer os seus medos
E viva uma vida de conhecimento e nostalgia.
Determinação e força de vontade
Pode levar-te ao topo mais alto da montanha.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

Submited by

Jueves, Octubre 17, 2019 - 00:04

Poesia :

Sin votos aún

Odairjsilva

Imagen de Odairjsilva
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 19 horas 33 mins
Integró: 04/07/2009
Posts:
Points: 21904

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Odairjsilva

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento V 7 233 04/02/2026 - 12:13 Portuguese
Poesia/Intervención Capitalismo religioso 7 135 03/30/2026 - 19:12 Portuguese
Poesia/Desilusión Distante, não ausente 7 383 03/29/2026 - 14:10 Portuguese
Poesia/Meditación Passado mal resolvido 7 396 03/28/2026 - 00:22 Portuguese
Poesia/Desilusión Se a ausência dói 7 383 03/27/2026 - 19:16 Portuguese
Poesia/Amor Essa morada indomável 7 325 03/27/2026 - 11:27 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento IV 7 490 03/24/2026 - 21:03 Portuguese
Poesia/Dedicada Pantanal 7 150 03/24/2026 - 20:58 Portuguese
Poesia/Meditación Não tenho tempo a perder 7 206 03/24/2026 - 20:52 Portuguese
Poesia/Meditación Como quem evita um abismo 7 397 03/21/2026 - 23:30 Portuguese
Poesia/Meditación Não toleram a superfície 7 546 03/21/2026 - 13:14 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento III 7 490 03/19/2026 - 22:24 Portuguese
Poesia/Amor Até quero falar 7 397 03/19/2026 - 22:20 Portuguese
Poesia/Intervención Quebre o roteiro 7 370 03/18/2026 - 00:42 Portuguese
Poesia/Amor Não sei deixar de amar você 7 386 03/17/2026 - 11:26 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento II 7 863 03/06/2026 - 22:17 Portuguese
Poesia/Amor Agora vou dizer 7 564 03/06/2026 - 22:12 Portuguese
Poesia/Amor Todas as vezes que olho pra você 7 871 03/06/2026 - 00:47 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento I 7 752 03/03/2026 - 02:27 Portuguese
Poesia/Amor Sem garantias 7 942 03/01/2026 - 14:04 Portuguese
Poesia/Soneto Um eco em velha história 7 623 03/01/2026 - 13:59 Portuguese
Poesia/Meditación Aquilo que o tempo revela 7 691 02/28/2026 - 23:03 Portuguese
Poesia/Amor Um segredo antigo 7 3.543 02/21/2026 - 14:33 Portuguese
Poesia/Pasión Teu olhar não pedia devoção 7 2.949 02/21/2026 - 14:27 Portuguese
Poesia/Amor Quando falo de você 7 269 02/21/2026 - 14:22 Portuguese