Braços da eternidade

Das liberdades que não existem
Ou dos medos que nos atormentam
É o que minha mente gostaria de falar.
Ou poderia ser sobre a fragilidade humana
A busca pelo desconhecido que nos atormenta
Ou, quem sabe, o silêncio que assusta.

Minha mente navega horizontes
Contempla o nascer do sol em meios as montanhas
E sente a brisa da manhã tocar o rosto.
Não há escuridão para os olhos cansados
Apenas as lembranças de sorrisos bobos
De donzelas com cabelos soltos a passearem nas planícies.

Narciso olhando sua imagem na água
E Áries banhando-se no sangue das vítimas
De suas armadilhas mortais.
Qual escaravelho a esconder-se misteriosamente
Minha mente ofusca as memórias sórdidas
De um tempo que não desejo ter de volta.

São sombras das nuvens que se formam no céu
E o vento que agora já não é tão suave
Carrega consigo a tristeza de olhares vagos.
Um ser rastejante tenta se esconder entre as folhagens
E formigas carregam gravetos para sua moradia
Sem saberem que serão preenchidas pelas chuvas.

Não há por do sol nas montanhas
Agora cobertas pelas nuvens negras
Que prometem chuvas torrenciais em breve.
Sonhos varridos pelo furor da tempestade
Que assola os pensamentos íntimos
De quem um dia ousou sonhar tão alto.

A calmaria da meia-noite revela as estrelas
Em um céu tão límpido como a imaginação
Que descansa nos braços meigos da eternidade.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

Submited by

Jueves, Octubre 8, 2020 - 19:56

Poesia :

Sin votos aún

Odairjsilva

Imagen de Odairjsilva
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 23 horas 1 min
Integró: 04/07/2009
Posts:
Points: 21892

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Odairjsilva

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Intervención Capitalismo religioso 7 91 03/30/2026 - 19:12 Portuguese
Poesia/Desilusión Distante, não ausente 7 254 03/29/2026 - 14:10 Portuguese
Poesia/Meditación Passado mal resolvido 7 309 03/28/2026 - 00:22 Portuguese
Poesia/Desilusión Se a ausência dói 7 313 03/27/2026 - 19:16 Portuguese
Poesia/Amor Essa morada indomável 7 298 03/27/2026 - 11:27 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento IV 7 367 03/24/2026 - 21:03 Portuguese
Poesia/Dedicada Pantanal 7 142 03/24/2026 - 20:58 Portuguese
Poesia/Meditación Não tenho tempo a perder 7 142 03/24/2026 - 20:52 Portuguese
Poesia/Meditación Como quem evita um abismo 7 369 03/21/2026 - 23:30 Portuguese
Poesia/Meditación Não toleram a superfície 7 497 03/21/2026 - 13:14 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento III 7 451 03/19/2026 - 22:24 Portuguese
Poesia/Amor Até quero falar 7 322 03/19/2026 - 22:20 Portuguese
Poesia/Intervención Quebre o roteiro 7 335 03/18/2026 - 00:42 Portuguese
Poesia/Amor Não sei deixar de amar você 7 364 03/17/2026 - 11:26 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento II 7 834 03/06/2026 - 22:17 Portuguese
Poesia/Amor Agora vou dizer 7 532 03/06/2026 - 22:12 Portuguese
Poesia/Amor Todas as vezes que olho pra você 7 822 03/06/2026 - 00:47 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento I 7 717 03/03/2026 - 02:27 Portuguese
Poesia/Amor Sem garantias 7 913 03/01/2026 - 14:04 Portuguese
Poesia/Soneto Um eco em velha história 7 607 03/01/2026 - 13:59 Portuguese
Poesia/Meditación Aquilo que o tempo revela 7 674 02/28/2026 - 23:03 Portuguese
Poesia/Amor Um segredo antigo 7 3.480 02/21/2026 - 14:33 Portuguese
Poesia/Pasión Teu olhar não pedia devoção 7 2.905 02/21/2026 - 14:27 Portuguese
Poesia/Amor Quando falo de você 7 266 02/21/2026 - 14:22 Portuguese
Poesia/Pensamientos Poética da euforia 7 742 02/16/2026 - 13:18 Portuguese