A silenciosa madrugada da humanidade

Sussurros pelas vielas
Cheiro de lixo putrefato
Caminhantes solitários tentando se esconder do frio
Tropeçando nos ratos que correm assustados
Sem saberem ao certo o que os assustaram.

Apenas uma ilusão corriqueira
De larápios que tentam usurpar da liberdade
Sem saberem ao certo se estão no caminho
Uma parcela da sociedade andando às cegas
Um cabo de força sendo puxado dos dois lados
E uma mosca zumbindo em meus ouvidos
Como se não tivesse mais nada no mundo.

Insistem nos números errados
E não tocam mais as músicas de outrora
As mesmas que o fazia dormir o sono tranquilo da existência.

Cale-se! Gritam nas penumbras
Tentam expulsar os demônios escondidos
E eles apenas riem de toda essa confusão
Nem precisaram fazer muita coisa
E divertem-se com as injúrias e blasfêmias
Proferidas pelos líderes religiosos.

A silenciosa madrugada da humanidade
É solitária e sem sentido algum
Até mesmo para as cobras e lagartos espalhados
Nas moites dos quintais.

Cale-se! Outra vez ouço o brado
Mas, como posso calar-me se as palavras fervilham
Minha mente não tem sossego
Minha voz ecoa na madrugada
E vejo ouvidos atentos a esse lamento
Abordagens secretas vistas por lentes poderosas
Os segredos mais ocultos da humanidade.

Seja o que for vai acontecer
Não há mais como voltar atrás no que foi feito
Uma catástrofe anunciada
Um drama encenado
Na trágica história humana.

Por que eu não me calei naquela hora
Quando ainda tinha chance de sair ileso
De todas as acusações que lançaram contra mim?

De qualquer forma nada importa mais
Se os limites foram rompidos
E a liberdade apunhalada pelas costas.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

Submited by

Miércoles, Septiembre 8, 2021 - 18:12

Poesia :

Sin votos aún

Odairjsilva

Imagen de Odairjsilva
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 1 día 53 mins
Integró: 04/07/2009
Posts:
Points: 21868

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Odairjsilva

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Amor Sua presença 7 492 12/31/2025 - 12:36 Portuguese
Poesia/Pensamientos A vida é um sonho lírico 7 822 12/31/2025 - 12:33 Portuguese
Poesia/Alegria Viva hoje 20 1.174 12/30/2025 - 10:18 Portuguese
Poesia/Pasión O desejo que não posso sentir 7 1.023 12/28/2025 - 12:21 Portuguese
Poesia/Meditación Medo de transbordar 7 1.055 12/28/2025 - 12:16 Portuguese
Poesia/Desilusión O que parecia amor 7 1.456 12/26/2025 - 13:33 Portuguese
Poesia/Desilusión Pensar em você não é escolha 7 829 12/25/2025 - 14:11 Portuguese
Poesia/Pasión A chave dos desejos 7 642 12/25/2025 - 14:06 Portuguese
Poesia/Amor O que o coração está sentindo 7 1.092 12/23/2025 - 14:47 Portuguese
Poesia/Amor Ser escravo do amor 7 334 12/23/2025 - 14:38 Portuguese
Poesia/Meditación Verdades fabricadas 7 2.014 12/23/2025 - 14:30 Portuguese
Poesia/Meditación O fardo de entender as coisas 7 1.755 12/21/2025 - 13:40 Portuguese
Poesia/Amor Há no teu olhar 7 781 12/21/2025 - 13:36 Portuguese
Poesia/Intervención Casas em ruínas no centro de Cáceres 7 1.046 12/21/2025 - 13:32 Portuguese
Poesia/Pensamientos Vivos no hoje que não existe 7 690 12/18/2025 - 12:42 Portuguese
Poesia/Amor As delícias do seu amor 7 683 12/18/2025 - 12:38 Portuguese
Poesia/Meditación Ver é um ato de vontade 7 1.227 12/18/2025 - 12:34 Portuguese
Poesia/Desilusión Digo que é o vento 10 1.284 12/18/2025 - 12:30 Portuguese
Poesia/Dedicada Ode ao Marco do Jauru 7 1.140 11/01/2025 - 12:33 Portuguese
Poesia/Desilusión Libertação 7 1.162 11/01/2025 - 12:32 Portuguese
Poesia/Meditación Os inúteis 7 1.363 11/01/2025 - 12:30 Portuguese
Poesia/Meditación Caminhar entre pedras 7 1.854 10/30/2025 - 21:50 Portuguese
Poesia/Pensamientos O fardo da vida adulta 7 1.568 10/30/2025 - 21:49 Portuguese
Poesia/Meditación O incômodo da poesia 7 1.292 10/30/2025 - 21:47 Portuguese
Poesia/Pensamientos Nos bancos escolares 7 1.833 10/29/2025 - 21:55 Portuguese